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Crise vascaína dentro e fora de campo: em nove meses de gestão, não houve alívio nas dívidas

Até 3º trimestre, a gestão do Vasco não conseguiu aliviar a crise financeira e endividamento segue no mesmo patamar, apesar dos discursos de suposto controle e progresso no caixa vascaíno.

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18 Nov 2021 - 22h00 | Atulizado em 18 Nov 2021 - 22h00

Além da pior fase da história, após episódio inédito na história do Vasco com a permanência na Serie B para 2022, o clube segue com problemas no extra campo, mais especificamente na parte financeira, isso já algum tempo e segue não sendo novidade para o torcedor, o que surpreende é a direção manter um status de “controle”, mas depois de nove meses de gestão do atual presidente Jorge Salgado, as finanças continuarem no mesmo lugar.  


Adriano Mendes, Jorge Salgado e Roberto Duque Estrada (Foto: Reprodução/João Pedro Isidro/Vasco)


O site do ge compilou os números baseados nos balancetes da diretoria do Vasco da Gama, esses que estão disponíveis ao público na área de transparência no site oficial do clube. Os números levantados datam de janeiro a setembro deste ano.

O Vasco conseguiu arrecadar um valor maior em comparação ao ano passado dentro do período supracitado, mas há um motivo que justifica o fato. Com o adiamento do campeonato brasileiro, tendo em vista a pandemia da Covid-19, os direitos de transmissão de 2020, cerca de R$ 23 milhões, passaram para o balancete de 2021, ou seja, na realidade, a receita não aumentou, e sim, foi acrescentada a receita do ano anterior.

Destaques com relação às receitas: 

Transferências de atletas aumentaram em 2021, com destaque para a venda da jóia Talles Magno, por R$ 42 milhões; queda do quadro social na temporada. A quantidade de sócios caiu de 85.842 em dezembro de 2020 para 56.198 em setembro de 2021; vendas de materiais esportivos pela Kappa foram normalizadas apenas no segundo semestre de 2021 as quais geraram R$ 2,1 milhões; 

Na transmissão do campeonato carioca rendeu R$ 16,3 milhões em 2020. Com novo modelo de comercialização, fragmentado entre vários parceiros, a receita foi reduzida para R$ 1,9 milhão em 2021. Com relação às despesas, a comparação entre as gestões não é ideal devido ao detalhamento que não ocorreu de maneiras iguais em 2020 e 2021. Os gastos até que foram reduzidos, mas minimamente, mantendo a crise financeira bem próxima da situação na qual Jorge Salgado pegou, há nove meses.

Apesar de terminar o 3º trimestre, fechou no azul, com superávit, todavia, o Vasco conseguiu lucros não muito expressivos que de fato alavancassem os cofres cruzmaltinos. De modo geral, o endividamento se manteve o mesmo, até o 3º trimestre. Em dezembro do ano passado a divida era de R$ 823 milhões, em setembro de 2021, registrou R$830 milhões.

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Destaques em relação às dívidas: 

Ao término de setembro, o Vasco tinha R$ 25 milhões em dívidas com seu presidente, Jorge Salgado. O cartola colocou dinheiro do bolso para aliviar a crise financeira no início de seu mandato; encargos sociais não pagos durante a maior parte de 2021, enquanto o clube renegociava a dívida com a PGFN, com isso, a dívida aumentou quase R$ 19 milhões; em 2021, houve redução da dívida com "fornecedores", a ser cobrada no curto prazo. Renegociação com a Cedae, companhia de água, permitiu o abatimento de R$ 9 milhões por meio de descontos; o impacto do reparcelamento ainda não foi resgistrado referente às dívidas trabalhistas e cíveis por meio do Regime Centralizado de Execuções, que estão em andamento e podem gerar novos descontos.

 

Foto destaque: presidente do Vasco da Gama, Jorge Salgado. Reprodução: João Pedro Isidro /Vasco

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