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Austrália formaliza acordo com EUA e Reino Unido para obter submarinos nucleares

Austrália assinou acordo para obter 11 submarinos de propulsão nuclear; a aliança entre EUA, Austrália e Reino Unido tem por objetivo frear a inferência da China no Indo-Pacífico.

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22 Nov 2021 - 09h30 | Atulizado em 22 Nov 2021 - 09h30

Nesta segunda-feira (22), a Austrália formalizou a adesão ao pacto militar marítimo com os EUA e o Reino Unido, a aliança permite que a Austrália obtenha submarinos de propulsão nuclear, cibersegurança e IA, a partir de tecnologia americana. A colaboração entre os países é inédita, e deixou irritados o gigante asiático chinês e a França. No dia 31 de outubro deste ano, o presidente francês Emmanuel Macron acusou o primeiro ministro da Austrália Scott Morrison de mentir sobre as negociações secretas entre Austrália e EUA. A acusação aconteceu durante a reunião do G20.

O ministro de defesa da Austrália, Peter Dutton, assinou com representantes diplomáticos de Londres e Washington o acordo que permite a troca de informação de propulsão nuclear naval entre os três países. 


Ministro da defesa australiano, Petter Dutton. (Foto: Reprodução/AFP)


Este é o primeiro acordo de tecnologia assinado publicamente desde que os três países anunciaram a aliança chamada de AUKUS, em setembro. A aliança tem por objetivo enfrentar as tensões entre EUA e China no Indo-Pacífico, na tentativa de frear a dominação chinesa na área. 

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Em retaliação ao anúncio da Aliança em Setembro, a China entregou sua assinatura ao Comprehensive and Progressive Agreement for Trans-Pacific Partnership (CPTPP), um dos maiores pactos comerciais da área do Oceano Pacífico, que adere 11 países, incluindo México, Japão, Canadá, Chile, Peru, a própria Austrália, entre outros. O gigante asiático faz parte do Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP), o tratato de livre-comércio que conta com os 10 Estados de Associação de Nações do Sudeste Asiático e outros parceiros, entre os quais estão Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.  Nenhum desses dois pactos econômicos tem a presença dos EUA, o que demonstra as diferenças estratégicas. A China está apenas participando de pactos econômicos e pode se defender dizendo que procura a cooperação comercial estratégica, enquanto os EUA parece só se importar com o poder militar na área. Conscernente a isso, um representante da embaixada chinesa acusou os três países de "mentalidade de Guerra Fria".

Alguns especialistas afirmam que o Indo-Pacífico é o novo palco da guerra fria. 

 

Foto Destaque: Submarinos de propulsão nuclear. Reprodução/US NAVY/AFP/Arquivos

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