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Ariadna, ex No Limite, diz ter medo de sofrer violência transfóbica: “ser famosa não facilita”

Ariadna Arantes, ex-BBB 2 e ex No Limite, deu uma entrevista a Vogue e contou que tem medo de sofrer violências transfóbicas. Também na entrevista, contou sobre sua trajetória.

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25 Jun 2021 - 10h57 | Atulizado em 25 Jun 2021 - 10h57

Ariadna Arantes, ex-BBB 2 e ex No Limite, deu uma entrevista a Vogue e contou que tem medo de sofrer violências transfóbicas. Ela disse que, apesar de ser famosa e ter sua vida exposta nas redes sociais, não impede o fato de que possa sofrer qualquer tipo de agressão.

“O fato de ser famosa não facilita em nada [o meu caminho]. Diariamente, também acabo vivenciando tudo o que todos da minha classe vivem. Ser famosa, de uma certa forma, chama atenção para o meu universo, mas uma andorinha só não faz verão”, contou.  

Ela foi à primeira trans a entrar no Big Brother Brasil, em sua segunda edição. A influencer, ainda em entrevista, contou sobre sua vida e de como é desafiante ser LGBTQIA+ no Brasil e de como ela usa sua história para ajudar a causa.

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“Minha existência por si só já é uma causa, né? Compartilho minhas experiências e, dando passos pequenos, porém sólidos, consigo usar essa causa para influenciar as pessoas a se conscientizarem, e outras a não desistirem de ser quem são. Ainda enfrento discriminação e preconceito, às vezes até da própria classe [das mulheres], que classifica e rotula a mulher trans como inferiores. O próprio termo 'mulher trans' já é um rótulo. Meu medo é o de todas: conseguir sobreviver no país que mais nos odeia, que mais nos mata. Tenho que ter sempre muita atenção em tudo, não posso deslizar em nada, e isso é desconfortável e me deixa muito insegura, porque todo mundo erra, mas se nós erramos o peso disso triplica”, disse ela.


Ariadna faz tatuagem em homenagem a tribo Carcará. (Foto: Reprodução/Twitter)


A influencer ainda falou sobre os tabus que ainda existem nos dias atuais e afirmou que o Brasil é um país atrasado. “O preconceito e a rejeição com o beijo. Gente, pelo amor de Deus! Não vejo nada de imoral em um casal homossexual - bissexual, trans ou o que quer que seja - andando de mãos dadas ou se beijando. Nosso país ainda é tão atrasado!” disse ela.

No final da entrevista, Ariadna aconselhou as pessoas a nunca deixarem de ser quem são de verdade e não terem medo de qualquer tipo de julgamento. “Meu conselho para as pessoas que não se aceitam ou não se assumem por medo de julgamentos de terceiros é: vivam intensamente, amem e sejam felizes! Só é fácil estragar a felicidade alheia para quem não é feliz. Não ligue pro que os outros vão pensar, porque por mais que você faça o seu melhor, algumas pessoas por natureza tendem a te menosprezar. É uma luta”, finalizou. 

 

(Foto destaque: Ariadna em ensaio fotográfio. Reprodução/Twitter)

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