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Após defender nazismo, Monark diz que está sofrendo 'linchamento desumano'

O influenciador Bruno Monteiro Aiub conhecido como Monark, publicou recentemente em seu Twitter um desabafo após a polêmica que gerou a sua declaração defendendo a criação de um partido nazista no Brasil.

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11 Fev 2022 - 13h20 | Atualizado em 11 Fev 2022 - 13h20

O podcaster Monark diz ter sofrido ‘linchamento desumano’ após seu comentário sobre nazismo. O influenciador digital Bruno Aiub usou o seu perfil do twitter nesta quinta-feira (10) para declarar sobre o acontecimento. "Eu posso ter errado na forma como eu me expressei, mas o que está fazendo comigo é um linchamento desumano", disse.



O podcast Flow perdeu alguns de seus contratos e futuros convidados após declaração de Monark sobre nazismo. A declaração provocou mais uma polêmica, entre elas a resposta de um internauta fazendo referências ao congolês espancado até a morte em um quiosque na Barra da Tijuca. "Linchamento desumano é o que fizeram com o Moïse", respondeu um internauta.

A Deputada Federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) também respondeu ao post do influenciador. "Não, Monark, você não está sendo linchado, está sendo cobrado por defender o indefensável, Nazismo não é uma opinião, é um discurso de ódio e eugenia. Devemos assumir as responsabilidades pelo o que falamos, isto é fundamental nessas horas. Você é adulto o suficiente para entender isso!", finalizou.



Bruno tenta se defender na publicação, invertendo a lógica do que disse no podcast: "Não apoiei a ideologia nazista. Considero repugnante. A ideia defendida é que eu prefiro que fique o inimigo se revele nas sombras". A publicação no Twitter também teve comentários e retweets de apoio, citando a "liberdade de expressão".

O comentário de Monark em conversa com os deputados federais Kim Kataguiri (DEM) e Tabata Amaral (PSB) em um episódio do podcast revoltou associações judaicas, patrocinadores e ex-convidados do programa.

Depois da publicação de Monark no Twitter, os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também usaram seus perfis para afirmar que apologia ao nazismo é crime.

"Qualquer apologia ao nazismo é criminosa, execrável e obscena", escreveu Mendes.



"O direito fundamental à liberdade de expressão não autoriza a abominável e criminosa apologia ao nazismo", publicou o Ministro Moraes em seu twitter.



Após a declaração defendendo a criação de um partido nazista no Brasil reconhecido por lei, que provocou sua saída do Flow Podcast, iniciou-se um processo contra o youtuber, movido pela Federação Israelita do Rio de Janeiro e investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil por apologia ao nazismo.

Foi determinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, a instauração de procedimento. Para que seja apurada a prática de eventual crime de apologia ao nazismo tanto pelo deputado federal Kim Kataguiri, quanto pelo então ex apresentador do Flow Podcast, Bruno Monteiro Aiub. As investigações iniciaram após o envio de representações ao Ministério Público Federal (MPF)

Monark também é alvo de inquéritos do MPSP e da Polícia Civil.  Em meio as mais de duas dezenas de considerações que embasaram o pedido de abertura de inquérito do MPSP, os promotores da Promotoria de Direitos Humanos, destacaram que consideram o conteúdo "inquestionavelmente nazista e antissemita". Ao fim da apuração, o MP decidirá se pedirá à Justiça para que Bruno responda por danos morais coletivo ou mesmo dano à sociedade.



Foto Destaque: Bruno Aiub. Reprodução/ Instagram.

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