O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais usado no mundo, contando com expressivos 2 bilhões de usuários no mundo todo. Recentemente, a Forbes relatou que o aplicativo foi usado como base de informações a pedido da Drug Enforcement Administration (DEA), visando monitorar o uso do telefone de sete pessoas de Macau e Chicago, e, como alegado, essas pessoas estariam cometendo crime.
O mandato foi apurado em novembro de 2021, e, de acordo com as fontes, a agência de combate ao narcotráfico não tinha conhecimento da identidade dos usuários. A solicitação foi realizada a partir do endereço de IP e números usados para os usuários se comunicarem. As fontes informam como é realizado o processo de pedido de monitoramento, alegando que para tal realização, é necessário informar que os dados obtidos serão relevantes para uma investigação criminal em andamento, e, seguindo o modelo do processo, faz-se necessário a identificação do agente e da agência solicitante.
Acredita-se que a investigação está relacionada a disseminação de opioides – drogas derivadas da papoula do oriente, com efeito próximo aos de morfina – nos EUA, baseado no crescimento no índice de overdose por fentanil entre americanos. A Forbes ressalta que as operações costumam ultrapassar as fronteiras do país, e, o WhatsApp, já teria atuado na liberação de monitoramento de quatro usuários no México.
Tráfico de opioides preocupa autoridades americanas (Foto: Reprodução/Blog Jaleko)
Ainda no ano de 2021, foi vazado um documento do FBI (Federal Bureau of Investigation), informando que o Meta – antigo Facebook, e, também, dono dos aplicativos Facebook, Instagram e WhatsApp – era um dos serviços de mensagens mais dispostos a liberar informações dos usuárias às autoridades do Estado. Questionamentos foram feitos na página do aplicativo, e a empresa respondeu dizendo: “aprecia o trabalho das agências de aplicação da lei para garantir a segurança das pessoas em todo o mundo”.
Início desse ano, os militares suíços suspenderam o uso do WhatsApp para troca de informações oficiais da companhia, temendo a possibilidade das autoridades americanas acessarem os dados das empresas ligadas ao serviço militar.
Foto destaque: WhatsApp atua na espionagem de suspeitos. Reprodução/Tecmundo.