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Entenda a concepção do carro de F1 brasileiro que superou os internacionais

Wilson Fittipaldi Jr. idealizou o projeto do primeiro modelo automobilístico 100% nacional, que chegou às pistas de corrida com o nome de FD01 e, logo, se destacou no meio

26 Fev 2024 - 10h12 | Atualizado em 26 Fev 2024 - 10h12
Entenda a concepção do carro de F1 brasileiro que superou os internacionais Lorena Bueri

Wilson Fittipaldi Jr. faleceu na última sexta-feira (23), em São Paulo. Além de seu talento como piloto, foi o cérebro por trás de um projeto que colocou o Brasil no mapa da Fórmula 1: a Fittipaldi Automotive. Sob sua liderança, a equipe brasileira desafiou gigantes do automobilismo, como Ferrari, McLaren e Williams, tornando-se o único time de um construtor da América do Sul na categoria.

Projeto

Após desistir de buscar patrocínio estrangeiro, Fittipaldi decidiu produzir seu próprio carro para a F1. Exceto pelo motor Ford Cosworth, câmbio e pneus, todo o processo era realizado localmente, contando com mão de obra brasileira. 

A Fittipaldi Automotive representou um marco na história da Fórmula 1 ao introduzir um conceito de concepção 100% nacional. Mesmo com limitações e improvisos, como o uso de um túnel de vento projetado para aviões, a equipe conquistou seu espaço e deixou um legado de determinação e pioneirismo que inspira gerações de brasileiros apaixonados pelo automobilismo.


O Copersucar-Fittipaldi FD01 (Foto: reprodução/Ricardo Rollo/Quatro Rodas) 


O FD01

No dia 12 de janeiro de 1975, no GP da Argentina, a Fittipaldi Automotive, a equipe brasileira de Fórmula 1, estreou seu primeiro carro, o FD01, pilotado por Wilson Fittipaldi Jr., conhecido como Wilsinho. Ele chegou em último entre os 23 carros do grid e ainda sofreu um acidente, o que exigiu uma reconstrução em tempo recorde para participar do GP Brasil, duas semanas depois.

O FD01 apresentava linhas aerodinâmicas inovadoras para a época, como a posição quase deitada do piloto e a frente "fina" do carro, adotadas pela F1 nos anos seguintes. Esse carro também foi o ponto de partida na F1 para o renomado projetista Adrian Newey, responsável por grandes feitos nas equipes Williams e Red Bull.

O legado da Fittipaldi Automotive se estendeu além das pistas, dando oportunidade a outros pilotos brasileiros, como Ingo Hoffmann, Chico Serra e Alex Dias Ribeiro. Apesar das críticas e da saída prematura do grid em 1983, a equipe deixou sua marca na F1, superando equipes renomadas e conquistando três pódios, algo que muitas equipes atuais sonham em alcançar.

Foto destaque: Wilson Fittipaldi Jr. foi o criador da única equide de F1 brasileira (Reprodução/Ricardo Rollo/Quatro Rodas)

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