Carlos Alberto Souza, pai da Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, encontrada morta na tarde de quarta-feira (5) em Cajamar–SP, acredita que Maicol tenha agido com a companhia de outras pessoas.
"Quero saber de todos que estavam junto com ele. Todos. Eu falo todos porque eu tenho a certeza que não é mais um, deve ser mais dois ou mais três que estejam envolvidos nessa tramoia toda", declarou Carlos.
A confissão
Na segunda-feira, 17 de março, Maicol Sales dos Santos confessou o crime em depoimento prestado. Ele está preso desde o dia 8 e afirmou que a motivação do crime foi que Vitória ameaçava contar à esposa dele sobre o suposto envolvimento entre eles, ocorrido uma única vez. Pessoas próximas à vítima negam qualquer envolvimento amoroso entre eles.
Apesar das incoerências no depoimento de Maicol, a Polícia Civil de São Paulo declarou que a investigação foi concluída. A defesa do acusado vai pedir a anulação da confissão por acreditar que ele pode ter sido coagido.
Maicol Sales dos Santos confessou o crime (Foto: reprodução/X/@OComunicativ0)
O caso Vitória Regina
Após deixar o shopping onde trabalhava, em Cajamar, São Paulo, Vitória Regina desapareceu após pegar um ônibus em direção à sua casa. A jovem enviou mensagens no WhatsApp para uma amiga após sentir medo de dois homens que estavam no ponto de ônibus.
Carlos Alberto Souza, pai da Vitória, tinha costume de buscar a filha no trabalho, mas no dia do crime o carro estava na oficina para ser consertado. De acordo com Instituto Médico Legal (IML), a jovem foi morta com três facadas no rosto, tórax e pescoço, sem indícios de violência sexual.
Maicol se tornou o principal suspeito após uma testemunha afirmar ter visto um carro na cena do crime, cujo dono do carro estava com o rosto tampado por uma balaclava. Durante as investigações, a polícia descobriu que esse carro pertencia a Maicol e que ele comprou a máscara pela internet dias antes do crime.
Foto Destaque: Vitória Regina de Sousa (Reprodução/Instagram/@tocontigo)