Foi liberado o julgamento da denúncia contra o grupo do núcleo 2, que segue sendo investigado pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A liberação foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os participantes do grupo estão Silvinei Vasques (da PRF), Marilia Ferreira de Alencar (ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça), Fernando de Sousa Oliveira, Mario Fernandes (considerado um homem de confiança de Bolsonaro e é suspeito de participar de uma equipe que planejou a morte de Lula, Alckmin e Moraes), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor de Bolsonaro), Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor da Presidência da República).
Ministro Alexandre de Moraes (foto: reprodução/Bloomberg/Getty Imagem Embed)
Relembre o caso
Por volta das 15h, do dia 8 de janeiro de 2023, os golpistas conseguiram entrar no Congresso, quebraram os vidros, atacaram PMs, colocaram fogo no gramado, destruíram obras de arte, além de gravarem vídeos e enviarem em grupos.
Invasão no congresso (foto: reprodução/Sergiolima/Getty Imagem Embed)
Segundo a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, mais de 5 mil manifestantes estavam acampados no Setor Militar Urbano (SMU), no decorrer das manifestações do dia 08, sendo mais de 2 mil pessoas detidas durante o ataque, motivado pela vitória do atual presidente Lula Inácio da Silva (PT) nas eleições de 2022. As investigações e os processos continuam ativas para descobrir o que antecedeu a tentativa de golpe de Estado.
A decisão de Moraes
O documento com a ordem do Ministro determina o encaminhamento do caso para a Primeira Turma do STF, que vai decidir a data do julgamento. "Nos termos do art. 234 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, encaminhem-se os autos à Secretaria Judicial da Primeira Turma, solicitando ao Excelentíssimo Presidente, Ministro Cristiano Zanin, dia para julgamento para deliberação sobre a denúncia oferecida pelo Procurador Geral da República em face do denominado Núcleo" disse Moraes, no documento de despacho.
O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, com os outros ministros, irão decidir se há indícios do crime e da autoria, para então abrirem um processo criminal.
Foto Destaque: Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF (Reprodução/Fellipesampaio/STF)