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Governo Paraguaio cobra Embaixador do Brasil explicação sobre suposta espionagem da Abin

Os funcionário da Abin relata à PF invasão de sistema para obter dados sigilosos e negociações da usina de Itaipu entre os países vizinhos ficam paralisadas

01 Abr 2025 - 19h40 | Atualizado em 01 Abr 2025 - 19h40
Governo Paraguaio cobra Embaixador do Brasil explicação sobre suposta espionagem da Abin Lorena Bueri

José Antônio Marcondes, o embaixador do Brasil no Paraguai, foi convocado para dar explicações sobre suposto monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a sistemas do governo paraguaio, segundo o próprio governo paraguaio anunciou nesta terça-feira(01/4), em coletiva de imprensa. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, classificou o tema como "delicado" e cobrou uma nota oficial que explique detalhadamente as ações desenvolvidas no marco dessa ordem.

Um funcionário da Abin relatou para a Polícia Federal que, na atual gestão da Abin, houve operações de invasão hacker contra sistemas do governo do Paraguai, inclusive do Congresso, da Presidência da República e contra autoridades envolvidas nas negociações da usina de Itaipu.

Javier Giménez García de Zúñiga, ministro de Indústria e Comércio, e líder da equipe técnica paraguaia que toca as negociações com o Brasil no âmbito do acordo de Itaipu, afirmou que o tema está suspenso até que a questão seja esclarecida.

No momento, o governo está em renegociação do anexo C do acordo sobre a usina de Itaipu, para que o Paraguai possa vender o excedente de energia gerada pela usina no mercado livre. Para que assim, as distribuidoras não sejam mais obrigadas a adquirir a energia do Paraguai, a partir do final de 2026.


Chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, em coletiva de imprensa (Foto: reprodução/X/@Miticpy)


Investigação

A Polícia Federal apura se existe uma ‘estrutura paralela’ na Abin, que utiliza as ferramentas e os serviços da agência em ações ilícitas, como vazamento de informações.

De acordo com o depoimento do funcionário da própria agência, na Abin, houve ação com o objetivo de obter dados sigilosos sobre valores em negociação no Anexo C do Tratado de Itaipu. Disse, ainda, que o ataque começou ainda no governo Jair Bolsonaro e que continuou no governo Lula, sob conhecimento do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa e de Saulo de Cunha Moura, que ocupou o cargo entre março e maio de 2023.

Resposta

Na tarde de segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, emitiu uma nota oficial negando envolvimento do governo de Lula na suposta ação hacker. Na nota também foi declarado que a operação citada foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022. Em 27 de março de 2023, já na sua gestão, foi tornada sem efeito pelo diretor interino da Abin assim que foi de seu conhecimento.

Foto Destaque: sede da ABIN - Setor Policial sul (Reprodução/ABIN)

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