Shoji Morimoto, de 38 anos, abriu um negócio inovador para o qual já recebeu milhares de pedidos desde junho de 2018. O japonês, morador de Tóquio, consegue sustentar a sua família, esposa e filho, fazendo praticamente nada.
“Basicamente, eu me alugo. Meu trabalho é estar onde meus clientes quiserem que eu esteja e não fazer nada em particular”, disse Morimoto à Reuters.
O empreendedor cobra uma média de 10 mil ienes japoneses (equivalente a mais de R$ 360) para acompanhar seus clientes e servir de companhia, apenas "comer, beber (com responsabilidade, claro) e dar respostas simples", afirmou.
Shoji Morimoto acompanhando sua cliente em um café em Tóquio, Japão (Foto: Reprodução/Kim Kyung-Hoon/REUTERS)
Shoji Morimoto atende cerca de um a dois clientes por dia, todos os dias. Antes da pandemia, ele alega que eram de três a quatro clientes por dia.
Esse estilo de vida conquistou milhares de seguidores nas redes sociais. Morimoto acumula cerca de 250 mil seguidores em seu perfil no Twitter, por onde fecha negócio com a maioria de seus clientes. Dezenas desses seguidores são clientes recorrentes, incluindo um que o contratou 270 vezes.
Mas não se engane. Morimoto afirma que não se aluga para qualquer coisa. O empreendedor disse que já teve de recusar ofertas inusitadas, como, por exemplo, mudar uma geladeira ou até mesmo ir para o Camboja. Ele ainda inclui que não aceita nenhum pedido de natureza sexual.
Shoji Morimoto afirma que escolheu adotar esse negócio, porque não se sentia bem ou feliz em nenhum outro emprego regular pelo qual já passou.
"Além do trabalho, pessoas próximas a mim costumavam me censurar em festas ou churrascos por eu não fazer nada. Eu me sentia culpado. Mas então pensei que talvez pudesse aproveitar esse inconveniente e pensei no negócio de 'alugar uma pessoa para não fazer nada'”, declarou Morimoto em entrevista à BBC News.
"Fico surpreso ao ver que tantas pessoas encontram satisfação em contratar alguém que não faz nada", confessou Morimoto.
Foto Destaque: Shoji Morimoto, homem que trabalha “fazendo nada” em Tóquio, Japão. Reprodução/Kim Kyung-Hoon/REUTERS