Notícias

Al Shifa, maior hospital de Gaza, está com acesso restrito

Após conflito em Gaza, acesso ao hospital é muito difícil e a defesa civil enfrenta estradas danificadas e escombros para resgatar feridos e recuperar corpos

01 Abr 2024 - 13h35 | Atualizado em 01 Abr 2024 - 13h35
Al Shifa, maior hospital de Gaza, está com acesso restrito  Lorena Bueri

Em meio aos escombros e à devastação deixada pela retirada das forças israelenses, a Defesa Civil de Gaza enfrenta desafios para prestar socorro aos feridos e recuperar os restos mortais dos que morreram no conflito recente. O hospital Al Shifa agora se encontra em um estado de inacessibilidade quase total.

Raed al-Dahshan, diretor de operações da Defesa Civil, relatou que há muitos obstáculos no caminho até o hospital e as estradas dificultam a passagem de ambulâncias até os que necessitam de ajuda médica.


Embed from Getty Images

Palestinos verificam os danos ao hospital Al Shifa após saída de tropas israelenses (Foto: Reprodução/NurPhoto/GettyImages Embed)


Estradas destruídas e hospital rodeado de corpos

Após o hospital Al Shifa ser ocupado pelas forças militares de Israel, foi abandonado em ruínas, deixaram para trás estradas destruídas e edifícios em chamas, complicando ainda mais a tarefa de resgate.

A Defesa Civil reportou a descoberta de pelo menos 300 corpos no complexo do hospital até o momento, mas o número exato de vítimas permanece incerto. Muitos foram sepultados sob os escombros dentro e ao redor do hospital, tornando a contagem final indeterminada.

Operação israelense durou duas semanas

Após duas semanas de intensa ocupação, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a retirada do hospital Al-Shifa, em Gaza. O comunicado oficial emitido na segunda-feira (1), afirma a conclusão de “operações precisas” na região. O cerco ao maior hospital de Gaza resultou em danos significativos à infraestrutura, com relatos de destruição generalizada.

Durante o conflito, mais de 30 feridos foram transferidos do Al-Shifa para o Hospital Batista Al-Ahli, situado a leste de Gaza. O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que aproximadamente 3 mil pessoas estavam no hospital quando as FDI iniciaram o ataque em 18 de março. Relatos indicam que franco-atiradores e helicópteros visavam aqueles que tentavam deixar o local.

O Hamas acusou Israel de atacar sem considerar a segurança dos pacientes e funcionários. Testemunhas declaram que veículos militares disparavam contra as janelas do hospital e contra qualquer pessoa em movimento nos corredores.

O direito internacional proíbe ataques a hospitais em tempos de guerra, a menos que sejam usados para fins militares pelo inimigo. As FDI alegam ter evitado danos a civis, pacientes e equipes médicas durante a operação, além de afirmarem ter eliminado terroristas e encontrado armamentos e documentos importantes. No entanto, há relatos de vítimas civis e detenções de equipes médicas e civis pelas tropas israelenses.

Foto destaque: Destruição do hospital Al Shifa, em GAza, após saída das forças militares de Israel (Reprodução/NurPhoto/GettyImages Embed)

Lorena Bueri CEO, Lorena Bueri, madrinha perola negra lorena bueri, lorena power couple, lorena bueri paparazzi, Lorena R7, Lorena Bueri Revista Sexy, Lorena A Fazenda, Lorena afazenda, lorena bueri sensual, lorena gata do paulistão, lorena bueri gata do paulistão, lorena sexy, diego cristo, diego a fazenda, diego cristo afazendo