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Situação econômica aumentou ainda mais o nível de falta de alimentos para famílias brasileiras

Alagoas é estado com maior índice de insegurança alimentar atualmente no Brasil, que enfrenta situação de fome superior a média global, atualmente cerca de 33,1 milhões de brasileiros sofrem com a fome.

3 min de leitura
14 Set 2022 - 19h12 | Atualizado em 14 Set 2022 - 19h12

Pesquisa realizada em todas as regiões do Brasil, mostra que uma em cada três famílias enfrentam a fome, a situação piorou após o início da pandemia e com atual crise econômica. Maria das Dores, moradora de um acampamento a 7 km da Praça dos Poderes em Brasília, disse em entrevista a Tv Globo:

“ Hoje está difícil, está tudo caro e a gente não tem condições para comprar. Tem gente que aparece dando, tem dia que dá, tem dia que não dá [alimentos], porque o negócio está difícil para todo mundo” disse a senhora.

Atualmente parte da população brasileira precisa improvisar na alimentação, de acordo com números atualizados da Rede de Pesquisa em Segurança Alimentar mostram que a cada dia falta mais comida na mesa de muitos.

Pesquisadores foram a domicílios de todas as regiões do Brasil de novembro de 2021 a abril deste ano, visitando cerca de 12.745 casas em 577 cidades de todo o país. A insegurança alimentar é enfrentada aproximadamente entre 1 à cada 3 pessoas, sendo 15,5% grave e 15,2% moderada.


                         

                                  Pessoas vão as ruas pedir ajuda para comprar alimentos (Foto:Reprodução/A Gazeta)


A insegurança alimentar foi divida em três níveis:

Leve: Quando existe à preocupação ou incerteza relacionada ao acesso a alimentos.

Moderada: Quando acontece uma redução na quantidade de alimentos e ocorrem mudanças na alimentação.

Grave: Quando a família está com fome, mas não tem condições de comprar alimentos, fazendo uma única refeição ao dia, ou passando o dia inteiro sem comer.

Os estados onde o número de casos de insegurança alimentar atingiram o maior nível foi em Alagoas com 36,7% da população, seguida pelo Amapá 32%. A coordenadora da pesquisa em Brasília, Ana Segall, declarou que a atual situação é resultado de diversos fatores.

“Passamos a ter uma situação de alta inflação nos alimentos, então o custo da cesta básica aumentou, e ai nós encontramos uma crise econômica com alto desemprego, a renda média da população brasileira foi diminuindo, nesse período, houve um endividamento muito grande das famílias, todas as pesquisas estão mostrando isso. As famílias pobres o endividamento é com coisas corriqueiras do dia-a-dia, é o dinheiro emprestado para comprar o gás, para pagar a luz elétrica, para pagar o aluguel. Tem um impacto imediato social e de saúde, e vai ter um impacto a médio e longo prazo, sobre tudo para as crianças e adolescentes”. Disse Ana em entrevista a Tv Globo.

Para o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, é preciso que o governo invista em políticas que tragam soluções no combate a fome, o mesmo disse ao G1:

“ A fome é uma tarefa de todos, mas também temos que geras um esquema de diminuir riscos. Como? Se as políticas públicas estão dirigidas a fomentar a criação de empregos remunerados que gerem renda para as famílias, uma grande tarefa é investir para criar empregos e gerar estabilidade econômica na sociedade”.

(Contém informações da Tv Globo)

Foto Destaque: Crianças serão as maiores prejudicas a longo prazo / Reprodução: Folha de Londrina

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