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Salário mínimo de R$ 6.388,55 seria o ideal para uma família de quatro pessoas em julho de 2022

Aumento no preço dos alimentos e cestas básicas em diversas capitais, faz com que salario mínimo brasileiro seja insuficiente para cuidados básicos de uma família.

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11 Ago 2022 - 20h00 | Atualizado em 11 Ago 2022 - 20h00

O ideal para atender as necessidades e custos necessários de uma família de quatro pessoas deveria ser um salário mínimo de R$ 6.388,55, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Basica de Alimentos, que foi realizada pelo Departamento Intersindical de Estatistica e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor sugerido é 5,27 vezes o piso federal atual, de R$ 1.212.

O Dieese realiza mensalmente uma estimativa que analisa qual seria a renda mínima adequada para um trabalhador casado e com filhos, poder atender os consumos básicos de uma família, como alimentação, moradia, higiene, transporte, educação e saúde.

A pesquisa levou como base os preços da cesta básica de São Paulo no mês de julho, que chegou ao valor estimado de R$ 760,45, o mais alto registrado entre todas as capitais que foram analisadas. Segundo o órgão responsável pelos dados (Diesse), devido ao valor de uma cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu cerca de 59,27% de sua renda líquida somente no mês de julho para consumir alimentos simples.

Alimentos e valores

 Dados fornecidos pelo Diesse também indicam que o valor da cesta básica teve uma diminuição em 10 das 17 capitais onde a pesquisa é realizada, as principais quedas de preço foram em Natal (-3,96%), Fortaleza (-2,37%), João Pessoa (-2,40%) e São Paulo (-2,13%).

Em contrapartida, as outras sete cidades tiveram um aumento significativo, Salvador (0,98%), Vitória (1,14%), Recife (0,70%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%). Porém, mesmo com a queda de valores em São Paulo, a cesta básica encontrada na capital paulista continua sendo a mais cara registrada pela pesquisa (R$ 752,84).

Em seguida os valores mais altos registrados nas capitais para uma alimentação básica foram, Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75), valores que comprometem grande parte da renda de um trabalhador que recebe um salário mínimo para suprir todas as suas necessidades durante um mês.

O Diesse aponta que entre os produtos que mais tiveram um aumento que impactou no valor da cesta básica foram o leite integral e a manteiga, que teve alta em todas as cidades pesquisadas. Segundo o mesmo a justificativa para o preço destes produtos seria a extensão do período de entressafra, ocasionado pelo clima seco e a falta de chuvas, que somados ao aumento do custo de produção e demanda do produto acabou ocorrendo o acréscimo nos preços.


                           

Aumentos ocorreram por todo o brasil (Foto: Reprodução/Vida Simples)


Produtos consumidos em diversas casas brasileiras como o pão francês também subiram de preço em todas as cidades, com exceção de Aracaju que obteve uma queda (-0,57%), enquanto a farinha de trigo, que é coletada pelo Centro-Sul, teve uma alta de preço em oito das capitais pesquisadas pelo Diesse. Já a banana (prata e nanica) aumento em praticamente todas as capitais no período de um ano, tendo a alta de até 70,24% em Belo Horizonte.

Porém, alguns produtos apresentaram uma redução de valor, a batata obteve uma queda em todas as cidades da região Centro-Sul onde foi pesquisada, mas no entanto em 12 meses, as cidades apresentaram um aumento e a batata acabou dobrando de preço.

Um produto que sempre é encontrado na mesa de muitos é o tomate que também teve uma redução de preço em todas as capitais, assim como o óleo de soja, mas repetiu o processo de alguns itens e em 12 meses a mercadoria subiu nas cidades com percentuais variando entre 17,75% e 62,24% em algumas capitais.

Para o Diesse, no Brasil a diminuição na demanda devido ao aumento dos preços explica boa parte da diminuição no valor médio do produto, oque acabou prejudicando e causando o aumento visto no preço dos alimentos em geral.

 

Foto Destaque: Alimentação tem comprometido grande parte da renda minima brasileira. Reprodução/Diario do Nordeste.

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