Saúde

República Democrática do Congo declara novo caso de ebola

Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas do país declarou novo surto de ebola após confirmação de caso em Mbandaka, cidade próxima da capital Kinshasa, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS)

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25 Abr 2022 - 17h03 | Atualizado em 25 Abr 2022 - 17h03

As autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) declararam hoje um surto de ebola depois de um caso ter sido confirmado em Mbandaka, uma cidade do noroeste da província de Equateur. É o terceiro surto na província desde 2018. Até agora, apenas um caso foi confirmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas do país. O paciente, um homem de 31 anos de idade, começou a sentir sintomas no dia 5 de abril e, depois de mais de uma semana de cuidados em casa, procurou tratamento em uma unidade de saúde local. Em 21 de abril, o paciente foi internado em um centro de tratamento de ebola para tratamento intensivo, mas morreu mais tarde naquele dia. Tendo reconhecido os sintomas, os profissionais de saúde imediatamente submeteram amostras para testar a doença do vírus ebola. Investigações para determinar a origem do surto estão em andamento.



"O tempo não está do nosso lado”, afirmou Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS na África. “A doença teve um avanço nas duas últimas semanas e agora estamos correndo para recuperar. A notícia positiva é que as autoridades sanitárias do país têm mais experiência do que qualquer outra pessoa no mundo para controlar rapidamente os surtos de ebola.”

A República Democrática do Congo vive o seu 14° surto de ebola desde 1976. Surtos anteriores na província de Equateur foram em 2020 e 2018, com 130 e 54 casos registrados, respectivamente. Os esforços para conter o atual surto já estão em andamento. Qualquer pessoa que entrou em contato com o paciente está sendo identificada e sua saúde será monitorada. O centro de saúde onde o paciente recebeu cuidados foi descontaminado.

Os peritos da OMS no Congo estão apoiando as autoridades nacionais na intensificação das principais áreas de resposta ao surto, incluindo testes, rastreio de contatos, prevenção, controle e tratamento, bem como trabalhar com as comunidades para apoiar as medidas de saúde pública para prevenir infecções. A vacinação está programada para começar nos próximos dias. O país já tem estoques da vacina de ebola disponíveis nas cidades de Goma e Kinshasa. As vacinas serão enviadas para Mbandaka e administradas através da estratégia de "vacinação de anel", onde os infectados e os contatos dos infectados são vacinados para conter a propagação do vírus e proteger vidas.

"Muitas pessoas em Mbandaka já estão vacinadas contra o ebola, o que deve ajudar a reduzir o impacto da doença", disse Moeti. "Todos aqueles que foram vacinados durante o surto de 2020 serão revacinados."

O ebola é uma doença grave, muitas vezes fatal, que afeta humanos e outros primatas. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90% em surtos anteriores. Existe agora um tratamento eficaz disponível e se os pacientes recebem tratamento precoce, bem como cuidados de apoio, suas chances de sobrevivência melhoram significativamente.

Foto destaque: Profissional da saúde em dia de vacinação no Congo (Reprodução/Fiston Mahamba/Reuters)

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