Saúde

Reposição hormonal pode ser indicada para homens trans e cis

A reposição hormonal dever ser acompanha trimestralmente para que não ultrapasse a quantidade normalmente produzida pelo organismo. Doses acima do recomendado traz efeitos colaterais como, sobrecarga do fígado.

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15 Mar 2022 - 17h00 | Atualizado em 15 Mar 2022 - 17h00

Na busca pela virilidade, conjunto de particularidades físicas e sexuais, homens cis e trans procuram por reposição hormonal. Cansaço, falta de libido,  ausência de pelos e timbre da voz são os principais motivos pela procura. Para as mulheres os seios representam aspecto feminino sensual e materno, mas o uso de hormônio só deve ser feito sob a orientação médica.

Embora as nomenclaturas sejam diferentes o sentido de pertencimento é o mesmo assim como o pronome pessoal. O entendimento de “homem” como pessoa do gênero masculino, sendo que “sexo” se refere às características biológicas e o “gênero” seu papel social. O termo cis, ou cisgênero, nasce com o órgão sexual masculino e se identifica com o gênero que nasceu. O homem transgênero nasce com órgão feminino, no entanto, se reconhece como homem e o transexual é quando optar por fazer a transição de gênero.

Daniel Almeida, de 38 anos, se reconheceu menino desde criança, encarando as roupas desconfortáveis. "Quando vim ao mundo, ficou registrado que nasci menina e isso trouxe uma série de conceitos, expectativas sociais e interpretações acerca de minhas características biológicas. Na minha compreensão, estavam cometendo uma injustiça contra mim, porque a minha essência era reiteradamente negada, especialmente quando usavam o pronome feminino", conta

De acordo com o ministério da Saúde, a puberdade acontece entre 8 e 16 anos. É o período da vida em que o indivíduo sofre mudanças físicas, psicológicas e sociais, passando da infância para a fase adulta. A produção de hormônios sexuais desenvolvem o tamanho dos testículos nos meninos e o surgimento dos seios e o ciclo menstrual nas meninas. Maneira como se expressam e apresentam na sociedade começam a ser definido.


Taylor Aves, estudando norte-americano. (Foto: Reprodução/ Taylor Aves / Instagram)


A psicóloga do Serviço Ambulatorial Transdisciplinar para Pessoas Transgênero (Sertrans), Arlene Lima, explica como o comportamento dos pais influencia o individuo: "Vestido, lacinho e calcinha por cima da fralda são acessórios que falam muito sobre o que se espera da criança. A pessoa trans vai ter dificuldade de atender a essas expectativas porque, ao se olhar no espelho, não tem o corpo com o qual se identifica nem os gostos que determinam para si. O importante é respeitar as opções da criança e deixar o diálogo aberto para quando levantarem essas questões".

Nessa idade, o bloqueio puberal é a única opção para quem deseja impedir o desenvolvimento de características sexuais de nascença, mas é preciso da autorização dos pais, indicação médica e acompanhamento psicológico. Hormonioterapia, também chamada de reposição hormonal, pode ser realizada a partir dos 16 anos e a cirurgia transgênero a partir dos 18.

Para os homens trans, que possuem dez vezes menos hormônios do que a de um homem cis, a reposição da quantidade hormonal representa dignidade de encontrar em seus reflexos verdadeiramente ‘eu’. Para os homens cis a recomendação só é indicada quando existe baixa dosagem do hormônio sexual, o que acontece após os 70 anos de idade no estágio da ‘andropausa’, quando naturalmente a produção de hormônio cai. Em casos incomuns jovens precisam da reposição hormonal para regulação de pelos no corpo, voz fina, fraqueza muscular e, quadros de depressivos, no entanto, este é acompanhado trimestralmente para que não ultrapasse a quantidade normalmente produzida pelo organismo. Já a superdosagem traz efeitos colaterais como, sobrecarga do fígado, doenças cardiovasculares e alterações irreversíveis como a esterilidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, decretou que países classifiquem a transexualidade como ‘incongruência de gênero’ e descreve da seguinte maneira: “sentimento de angústia vivenciado quando a identidade de uma pessoa e entra em conflito com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento”. No ano seguinte, o Supremo Tribunal Federal (STF) contemplou a transfobia e discriminação as pessoas trans como racismo (Lei nº 7.716/89) ou injúria racial (artigo 140 do código penal), formalizando o direito à denúncia.

 

Foto Destaque: A reposição hormonal é escolhida como tratamento em casos incomuns. Reprodução/ AndrewLozovyi

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