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Regiões do Brasil, Argentina e Uruguai enfrentam forte onda de calor

A forte onda de calor irá atingir a América do Sul e o estado brasileiro do Rio Grande do Sul também será afetado. As temperaturas podem registrar até 47 graus.

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12 Jan 2022 - 14h33 | Atualizado em 12 Jan 2022 - 14h33

Uma forte onda de calor irá atingir a América do Sul, mas precisamente sua região central, nesta semana, de acordo com pesquisadores da área. Algumas cidades da Argentina, Uruguai, Paraguai e do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, podem registrar temperatura entre 35 e 47 graus.

Nesta segunda-feira (10), a cidade de San Antonio Oeste, na Patagônia argentina, registrou 42,8ºC. Na terça (11), Buenos Aires atingiu 40ºC por volta das 16h, a maior temperatura registrada na cidade desde 1995. No Uruguai, o termômetro pode atingir a marca de 43°C nos próximos dias.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), analisando os registros meteorológicos arquivados desde 1906, a Argentina enfrenta o seu quarto dia mais quente, em um período de 115 anos. Em locais mais quentes do país, a temperatura pode chegar a 47°C.


Diversas pessoas na Praia Mar del Plata, na costa da Argentina, no dia 11 de janeiro (Foto: Divulgação/Mara Sosti/AFP)


Já no Brasil, no Rio Grande do Sul, ainda de acordo com o SMN, as temperaturas mais altas devem ser registradas no Oeste do estado. A cidade de Uruguaiana e Porto Alegre podem apresentar nos próximos dias cerca de 42°C. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso de perigo para 216 cidades do RS que enfrentaram calor extremo.

“Será um evento de calor incomum com temperatura muitíssimo acima da climatologia normal de janeiro com máximas até 10ºC a 15ºC acima das médias históricas”, explicou o SMN em suas plataformas sobre meteorologia.

 

Motivo do calor

O especialista em climatologia da América do Sul, Éder Maier, afirma que a forte onda de calor virá por consequência de uma massa de ar quente e seca, instalada entre a Argentina e o Brasil.

A alta pressão atmosférica que atua sobre o estado do Rio Grande do Sul inibe a formação de nebulosidade, o que eleva as temperaturas e reduz a umidade do ar.

"A baixa cobertura de nuvens e o tempo seco causam maior eficiência do sistema ambiental em converter a radiação solar em calor", afirmou Éder.

Ainda, segundo o professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias, a onda de calor também pode ter uma relação com as fortes chuvas registradas na Bahia e Minas Gerais.

Essa alta pressão atmosférica no RS, impede que as chuvas se desloquem para a região, o que faz com que elas fiquem retidas apenas sobre as regiões nordeste e sudeste do Brasil.

"Funciona como uma gangorra: enquanto o centro da América Latina experimenta seca e calor, o nordeste e sudeste brasileiros sofrem com a chuva", afirma o professor.

Foto Destaque: As temperaturas nos próximos dias podem bater recordes.Reprodução/Pexels

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