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Quais os 10 maiores aportes em startups de 2021

Mesmo em meio a tantas concorrentes, o Nubank está na liderança quando trata-se do volume de investimentos recebidos no período de um ano, aparecendo duas vezes entre os maiores aportes.

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29 Dez 2021 - 15h13 | Atualizado em 29 Dez 2021 - 15h13

O ano de 2021 fechou com recordes para o ecossistema de inovação brasileiro. Em meio esse ano, os investimentos em startups no Brasil chega a ser três vezes superior ao que foi em 2020. O relatório mensal produzido pela Distrito, Inside Venture Capital, mostra que em 2021 foram aportados cerca de US $8,85 bilhões em um total de 677 rodadas. No ano de 2020, o volume total foi de US $3,65 bilhões. O Nubank tem o destaque pois liderou em quantidade recebida com duas rodadas, uma foi de US $750 milhões e outras com o valor de US $400 milhões.

Gustavo Araujo, CEO e cofundador do Distrito, explica: “Um dos destaques de 2021 foi o número de startups que tiveram megarounds de investimentos. Tivemos rodadas muito grandes que alavancaram o total do ano - já três vezes maior que o de 2020. Isso acontece porque as empresas ficaram mais maduras, com consumo de capital maior e mais investimentos em tecnologias”.

Segundo Gustavo, para o lado dos investidores há muito mais capital disponível. Araujo reforça: “Além disso, o crescimento das startups é muito bem fundamentado, o consumidor está cada vez mais dando preferência para negócios digitais, e essa tendência não vai parar, a transformação não tem fim. O último ano fez com que muitas empresas acordassem para a inovação, de modo que quem não adota tecnologia pode perder valor no futuro”.

´Por ordem de volume, há os dez maiores aportes de 2021. Primeiramente, o Nubank, em 8 de junho, na série G, teve a contribuição de US $750 milhões, sendo US $500 milhões provenientes da Berkshire Hathaway, e US $250 milhões, de um grupo de fundos que inclui Sands Capital, Verde Asset e Absoluto Partners.


Rapaz trabalhando em startup. (Reprodução/Syhus)


Em segundo lugar está Loft, a startup de compra, reforma e venda de imóveis, na série D, informou em 23 de março que recebeu a contribuição de US $425 milhões. A rodada de aportes foi liderada pelo fundo americano D1 Capital, que já tinha investido em empresas como a Space X e Robinhood, e ainda teve a participação do Soros Fund Management, de George Soros.  

Em 28 de janeiro, o Nubank fica em terceiro lugar, na série G, a época anunciou que recebeu, em uma rodada de investimento, o valor de US $400 milhões. O valor foi proveniente da GIC, Tencent Holdings, Dragoneer Investment Group, Ribbit Capital, Sequoia Capital e Whale Rock.

Na quarta colocação está o Ebanx (na série C). Em 15 de junho, a empresa de pagamento para clientes globais, recebeu numa rodada de investimentos o valor de US $430 milhões da Advent International. Com esse acordo, a Advent investiu, no momento, US $400 milhões e comprometeu outros US $30 milhões para dar apoio ao futuro IPO da companhia brasileira, a ser efetivado nos Estados Unidos. Após o aporte, a Advent International entrou como sócio minoritário e os fundadores da empresa brasileira continuam sendo majoritários. A FTV Capital, empresa que investiu anteriormente em outras rodadas, continua como sócio.

Ocupando a quinta colocação está a startup Quinto Andar (série E). No dia 28 de maio, a empresa especializada em aluguel e venda de imóveis, Quinto Andar, recebeu uma contribuição de US $300 milhões. A rodada de investimentos foi liderada pelo fundo Rabbit Capital e teve a participação de SoftBank Latin America Fund, LTS, Maverick, Alta Park, Dragoneer, Qualcomm e Kaszek Ventures.

Em sexto lugar está a plataforma brasileira de bem-estar corporativo, Gympass (série D). Em 29 de junho, a Gympass recebeu a contribuição de US $220 milhões, a rodada foi liderada pelo Softbank Group e ainda teve a participação da General Atlantic, Moore Strategic Ventures, Kaszek e Valor Capital Group.

No sétimo lugar está a Merama (série B), empresa de aceleração de marcas próprias em plataformas digitais da América Latina. No dia 28 de setembro, a Merama recebeu um aporte de US $225 milhões. A rodada, em questão, ocorreu com a liderança do Softbank Latin e da Advent International. Houve, também, a participação da Globo Ventures, e, dos antigos investidores, Monashees, Valor Capital, Balderton Capital e MAYA Capital.

O oitavo lugar pertence a Loggi, empresa de logística (série F). A Loggi, em 1 de março, fez o anúncio de que recebeu o aporte de US $212 milhões. A liderança dos investimentos ficou a cargo da CapSur Capital e contou com a participação do Fundo Verde e dos investidores anteriores da empresa, como a Monashees, Softbank, GGV, Microsoft e Sunley House.


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Ocupando a nona posição está o Mercado Bitcoin (série B). No dia 30 de junho, o Grupo 2TM, proprietário da startup, recebeu a contribuição de US $200 milhões da Softbank. Com tal adição, a empresa tornou-se a primeira da América Latina com concentração no câmbio de criptomoedas.

Por último mas não menos importante, o décimo lugar pertence a CargoX (série F). A startup de logística, em 15 de outubro, recebeu o aporte de US $200 milhões. A rodada foi liderada por Softbank e pela Tencent e teve a participação dos bancos BID Invest e BTG Pactual e, também, de LightRock, Reinvent Capital e Valor Capital Group.

 

Foto Destaque: Imagem ilustrativa sobre startups. Reprodução/BLB Brasil

 

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