Primo de Zayn Malik lança faixa exclusiva do cantor

Publicado 28 de May de 2021 às 13:56

A regra do fandom Zquad, os fãs de Zayn Malik é: Dormiu? Perdeu. E isso aconteceu mais uma vez no início da manhã de hoje (28). Daniaal Malik, primo de Zayn, publicou um story em seu Instagram, onde ouvia uma faixa chamada “Yellow Metal”, reproduzida através do aplicativo SoundCloud.

O áudio, que pode ser reproduzido a partir do próprio story, ao clicar em “reproduzir no SoundCloud”, consiste em cerca de 24 minutos, onde Zayn Malik recita, em forma de diferentes beats de rap, falas sobre política, amor próprio, racismo, boicotes que sofreu durante sua carreira, xenofobia, falsas amizades, entre tantas outras pautas importantes. “Yellow Metal” transparece ser um verdadeiro desabafo sobre temas engasgados em sua garganta durante tantos anos.


Daniaal Malik, primo de Zayn, publicando a faixa "Yellow Metal" em seus stories. (Reprodução/Instagram)


Zayn é filho de Trisha Malik, que é britânica e Yaser Malik, britânico de origem paquistanesa, tendo, dessa maneira, descendência asiática. O cantor, inclusive, foi premiado no “Asian Awards”, em abril de 2015, mas suas raízes étnicas já sofreram muito racismo e xenofobia. Zayn, anos atrás foi visto vestindo uma camisa com a frase: “Eu não sou um terrorista, por favor não me prenda”.

Em “Yellow Metal”, ele aborda o quanto já foi discriminado: "Enfrento racistas desde que eu era criança, nasci em 93. Morando em Bradford, fui expulso da escola. Disseram que era problemático bater nos meninos que me chamaram de p**i, enquanto eles continuavam na sala, numa boa. E agora que sou mais velho, vejo que nos tratam diferente.", "Garoto, sua pele é tão clara.' Tudo bem, filho da put*, use meu nome em um voo. Tente convencer a imigração de que sua linhagem é metade branca.", “Asiático 'estampado no meu rosto', mas mesmo assim você não pode definir a minha raça”, são alguns dos trechos em que o cantor explicita o que já sofreu.


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Em outras passagens da faixa, o dono do hit “PILLOWTALK”, fala sobre sua carreira, os boicotes que sofre, suas forças e motivações para fazer música. "Tenho coisas para dizer quando pego o microfone, não estou lançando isso por fama, eu preciso disso como terapia, é apenas para me manter são. A verdade está no meu remédio, não posso colocar isso no seu prato.", “Eles tentaram queimar minhas asas, então eu as coloquei em um pedaço do meu peito... rasgue as escrituras agora" (referência à uma de suas tatuagens), "A indústria está infestada, meu nome não está na lista, a não ser que rotulem como étnico.", “Se vamos falar sobre excelência, estou além de excelente. Você sabe que terá que dizer meu nome como Beyoncé”.

Em janeiro deste ano, Zayn lançou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado como “Nobody is Listening”, que também conta com letras expressivas e uma capa conceitual, criada pelo próprio artista, que tem a pintura, desenho e grafite como hobbies pessoais.

(Foto destaque: Zayn Malik para o photoshoot da GQ. Reprodução/Pinterest)

 

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