Saúde

Pesquisadores descobrem variante genetica que é mais resitente ao Covid-19

Um novo estudo descobriu uma variante genetica que mostrou ser resistente contra a contaminação de Covid-19. A pesquisa foi liderada instituto sueco Karolinska Institutet.

3 min de leitura
20 Jan 2022 - 08h54 | Atualizado em 20 Jan 2022 - 08h54

No último dia 13, quinta feira, uma pesquisa publicada na Nature Genetics, revelou a existência de uma variante de gane que é capaz de proteger de infecções do Covid-19. A variante, classificada como rs10774671-G, pode ser encontrada em DNAs diversificados, de diferentes ascendências.

A pesquisa, liderada pelo instituto sueco Karolinska Institutet, averiguaram cerca de 2,7 mil pacientes que estavam ou foram hospitalizados por Covid-19 com ascendência africana. Também foram usados o DNA de mais 130 mil pessoas, com a mesma origem genética.

O resultado desse primeiro grupo, com ascendência africana, foi comparado com a outra coleta de pessoas de ascendência europeia.

Em outras pesquisas foi concluído que pessoas com o DNA de ascendência europeia tinha 20% de menos risco de contraírem o Covid-19 de forma grave. Codificando a variante genética, foi identificado que trata-se de uma herança dos neandertais, presente em 50% das pessoas longe do continente africano.


 Cientista trabalhando. (Foto: Reprodução/Pexels)


Como estudos de DNA costumam ser muito trabalhosos, os cientistas para identificarem a variante rs10774671-G e isolá-la, estão procurando pessoas com parte desse segmento em que a variante se localiza.

O grupo, teve maior foco no grupo de ascendência africana que não possuem ligações genéticas com os neandertais, ou seja, sem a maior parte do segmento, mas estudando uma pequena parte do código genético encontrada tanto no DNA europeu quanto no africano.

Com isso, os cientistas descobriram que 80% dos indivíduos com herança africana tinha a proteção contra o coronavírus equivalente do grupo com ascendência europeia. Isso foi o que permitiu identificar a variante rs10774671-G, que define o comprimento da proteína codificada pelo gene OAS1 que quebra as células do coronavírus.

O coautor do estudo Brent Richards, declarou o seguinte sobre a pesquisa:

“O fato de estarmos começando a entender os fatores de risco genéticos em detalhes é a chave para desenvolver novos medicamentos contra a Covid-19”, disse o cientista.

Foto em destaque: Helice de DNA. Reprodução/Pixbay.

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