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Pedro Barros leva a prata no skate park, marca a 16ª medalha do Brasil e terceira da modalidade em Tóquio

Em uma final de altíssimo nível do skate park masculino, Pedro Barros mostra a que veio e conquista a medalha de prata em Tóquio. Entre os oito finalistas além de Barros, ainda tivemos Luiz Francisco (4º) e Pedro Quintas (8º) que também representar

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05 Ago 2021 - 07h00 | Atulizado em 05 Ago 2021 - 07h00

O calor de 34ºC refletiu o clima da final do skate park masculino dentro do Centro de Esportes Urbanos de Ariake, nesta quinta-feira (05), no Japão. O catarinense Pedro Barros, de 26 anos, referência mundial no esporte, com nota 86.14 em sua primeira descida conquistou a medalha de prata, ficando somente atrás do australiano Keegan Palmer, que tirou uma incrível nota de 95.83 – já havia feito 94.04 na sua primeira volta – e levou o ouro. Cory Juneau (84.13) ficou com o bronze. Os outros dois brasileiros, Luiz Francisco e Pedro Quintas, ficaram em quarto e oitavo lugar, respectivamente com 83.14 e 38.47.

Depois de ter feito uma boa – mas não suficiente – segunda volta, levando a nota de 73.50, ele foi para o tudo ou nada em sua última tentativa para superar os 95.83 do australiano, que também estava em um dia inspirado, mas se tratando do Pedro, era possível sonhar. Infelizmente ele acabou caindo com 15 segundos de apresentação e não tinha mais chances para buscar o ouro. Independente disso festejou bastante, agradeceu e cumprimentou seus amigos e a delegação como também incentivou Quintas e Luiz, pois sabia que tudo aquilo valia muito mais que a medalha.


Pedro Barros, Luiz Francisco e Pedro Quintas, representantes do Brasil, um pouco antes da final (Reprodução/O Povo/Julio Detefon/ CBSk) 


 “A gente vem lutando por isso a vida inteira, sempre rodeado de pessoas maravilhosas que lutaram muito pra fazer minha vida melhor. Essa história do park, nas olimpíadas, minha história, é só um exemplo para o povo brasileiro, que está na nossa mão. Podemos fazer do nosso país um lugar melhor através do amor e do respeito. A gente pode cair várias vezes no chão, mas a missão é ver um amanhã melhor, declarou Barros, emocionado.

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Essa foi à terceira medalha da modalidade em Tóquio, curiosamente as três da mesma cor.  Kelvin Hoefler e Rayssa Leal também levaram a prata no street, o que mostra o quão forte e representativo é esse esporte nacionalmente. A modalidade, em sua estréia em olimpíadas, é a que mais entregou medalhas ao Brasil – três medalhas em quatro provas. O skate tem tudo para se tornar um dos principais esportes olímpicos do Brasil, diante de tantos talentos e referências nacional – o próprio Pedro Barros, Letícia Bufoni, Bob Burnquist, entre tantos outros e até mesmo os que estiveram nessas olimpíadas –, além dos resultados já obtidos nesse ciclo olímpico pelos nossos atletas.

Fora toda a competição em si, é de admirar a postura de todos os skatistas deixando a competitividade e rivalidade de lado e incentivando uns aos outros a darem o seu melhor na pista, um clima de “família” característico entre eles. É só um belo começo para o que promete ser uma grande história olímpica desse esporte.

 

Foto destaque: Reprodução: Yahoo Esportes

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