Saúde

Paciente com HIV é 'curada' após transplante de células-tronco

Uma mulher norte-americana, portadora de HIV, desde que recebeu sangue de cordão umbilical para tratar sua leucemia, está há 14 meses livre do vírus. O tratamento com células-tronco vem sendo bastante usados para a cura de doenças graves.

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16 Fev 2022 - 11h03 | Atualizado em 16 Fev 2022 - 11h03

Uma norte-americana, portadora de leucemia, tornou-se a primeira mulher e a terceira pessoa a ser curada do HIV após receber um transplante de células-tronco de um doador naturalmente resistente ao vírus causador da Aids, afirmaram pesquisadores nesta terça-feira.

Outro caso de impacto foi a de uma mulher de meia-idade, divulgado na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Denver. Este trata-se do primeiro envolvendo o sangue de cordão umbilical, nova abordagem que poderá ajudar à maior disponibilidade de tratamento para mais indivíduos.

A mulher, desde que recebeu o sangue do cordão umbilical para tratar sua leucemia mieloide aguda (câncer que inicia nas células formadoras de sangue na medula óssea), encontra-se em remissão e livre do vírus há 14 meses, não sendo necessário a terapia antirretroviral para o HIV.


Células-tronco. (Foto: Reprodução/Escola Educação)


Anterior ao ocorrido com a moça norte-americana, outros dois casos foram com homens, sendo um branco e um latino, que receberam células-tronco adultas, frequentemente utilizadas para transplantes de medula óssea.

Sharon Lewin, presidente eleita da Sociedade Internacional de Aids, em comunicado disse: “Este é agora o terceiro relato de cura neste cenário, e o primeiro de uma mulher vivendo com HIV”

O caso relatado faz parte de um estudo maior, apoiado pelos EUA, sob a liderança da Dra. Yvone Bryson, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), e pela Dra. Deborah Persaud, da Universidade John Hopkins, em Baltimore. O objetivo deste estudo é acompanhar 25 pacientes acometidos pelo HIV que se submetem a transplante com células-tronco retiradas do sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças graves, como o câncer.

Os participantes do estudo primeiramente precisam passar pela quimioterapia para poder matar as células imunológicas cancerígenas. Após isso, os médicos realizam o transplante de células-tronco de indivíduos com mutação genética na qual não portam os receptores usados pelo vírus para infectar células saudáveis. Sendo assim, especialistas acreditam que esses pacientes possam desenvolver um sistema imunológico resistente ao HIV.

A Dra. Lewin afirma que os transplantes de medula óssea não são uma estratégia viável para curar a maioria dos indivíduos portadores de HIV. A especialista diz que o relatório “confirma que uma cura para o HIV é possível e fortalece ainda mais o uso da terapia genética como uma estratégia viável para a cura do HIV”

Foto Destaque: HIV infectando célula humana. Reprodução/g1.

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