Saúde

Ômicron domina as amostras em Pernambuco

Conforme Marilda Siqueira, da Fiocruz, a subvariante ainda é muito nova para tirarmos grandes conclusões. Os resultados ainda são conflitantes, devido à amostragem utilizada nas pesquisas.

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19 Fev 2022 - 18h30 | Atualizado em 19 Fev 2022 - 18h30

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do estado de Pernambuco (SES-PE), todas as amostras coletadas entre 19 de janeiro e 3 de fevereiro detectaram a linha da variante Ômicron do Coronavírus. Os 43 genomas analisados foram sequenciados pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM-Fiocruz-PE) e divulgados na sexta-feira (18). As cidades nordestinas com mais incidência da variante são Recife (10), Vitória de Santo Antão (6) e Araçoiaba e Petrolina (3).

Conforme resultado da SES-PE, em nenhum teste, a subvariante BA.2 foi identificada até o momento. A linhagem da BA.2 se diferencia da cepa original, pois contém grande número de mutações, não só se espalhando mais rápido e mais fácil, como também causando doenças mais graves e combatendo as principais armas contra a Covid-19, como indica a nova pesquisa de um laboratório japonês.


Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus: "A pandemia está longe do fim". (Foto: Reprodução/Evan Schneider/ONU).


Ao redor do mundo, a subvariante BA.2 foi identificada em 57 países e, nas ultimas seis semanas, o número de pessoas contaminadas pela nova linhagem aumentou 50% em vários países. Em território brasileiro, os primeiros casos foram identificados em fevereiro, dois no Rio de Janeiro (RJ) e um em Santa Catarina (SC). O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Friocruz) deu a confirmação  a partir do sequenciamentos das amostras. O Ministério da Saúde notificou atenção para mais sete casos, outros três em São Paulo (SP) e mais um no Rio de Janeiro (RJ).

A pesquisadora Marilda Siqueira, da Fiocruz, comenta: “(...) a subvariante ainda é muito nova, em termos de circulação, para tirarmos grandes conclusões. Os resultados ainda são um pouco conflitantes devido à amostragem utilizada nas pesquisas. Têm vários grupos de pesquisa onde o vírus está circulando com um número maior de casos trabalhando para buscar melhor entendimento.”

Até o momento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não confirma como e onde as subvariantes da Ômicron se originaram e evoluíram.

Foto Destaque: Genomas sequenciados. José Fernando Ogura/ AEN.

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