Moda

O tom de protesto do terceiro dia da SPFW

O terceiro dia de desfiles da tão esperada São Paulo Fashion Week 53 foi marcado por protestos contra o atual governo, participações inesperadas e ex-BBBs.

05 Jun 2022 - 10h58 | Atualizado em 05 Jun 2022 - 10h58
O tom de protesto do terceiro dia da SPFW Lorena Bueri

No terceiro dia da São Paulo Fashion Week, que continuará até o próximo sábado (04/06), criações ousadas, participações especiais e protestos contra o atual governo foram destaque nas passarelas. Essa quinta-feira deixou exposta a ligação direta que existe entre a moda e a história, entre a moda e a política, trazendo à tona a importância dessa forma artística como meio de expressão.

Ex-BBBs como Gil do Vigor, Jessilane Alves, e os atletas Pedro Scooby e Paulo André tiveram sua estreia nas passarelas, com o último sendo ovacionado enquanto desfilava pela marca Misci. Marca esta que passou uma mensagem sutil com o casting, composto principalmente de filhos de mães solo, ou das próprias mães solo, homenageando sutilmente a força dessas mulheres. Enzo Celulare também fez parte do desfile assinado pelo estilista mato-grossense Airon Martin, com um terno feito de jacquard acompanhado de uma mini bolsa.


Desfile da Meninos Rei. (Foto: Reprodução/ Rosângela Espinossi/ Elas no Tapete Vermelho)


O desfile da grife baiana Meninos Rei foi especialmente marcado pelo tom político e de protesto. Logo no início da apresentação, foram exibidos trechos de telejornais que denunciam o genocídio negro. Dentre os momentos que mais chamaram atenção, um modelo com um capacete e uma mochila de entregador de aplicativo aparece pela segunda vez, agora sem o capacete e com um cartaz com os dizeres “Chega, fora Bolsonaro”. O momento foi intensamente aplaudido.

Já o desfile da marca Naya Violeta foi marcado pela inspiração na ancestralidade dos povos originários, com cores intensas e modelagens amplas. O caráter político mais uma vez obvio na apresentação, quando a ativista indígena Sonia Guajajara desfilou expondo uma bandeira multicolorida, nos tons da coleção, com os dizeres “São Paulo é terra indígena”, uma clara denuncia à apropriação cada vez maior de territórios indígenas pelo Brasil, e ao desrespeito e descaso para com aqueles que seriam os donos por direito das terras brasileiras.

 

Foto destaque: Paulo André para Misci. Reprodução/ Zé Takahashi/ Divulgação/ Elas no Tapete Vermelho

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