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Morte de jovem iraniana causa protestos no país

A morte de Mahsa Amini em poder da polícia de costumes como mais uma evidência da repressão na república islâmica. Muitos foram as ruas manifestar a insatisfação com o governo iraniano.

3 min de leitura
21 Set 2022 - 15h14 | Atualizado em 21 Set 2022 - 15h14

A morte de Mahsa Amini, presa porque seu hijab (ou véu) estaria solto, iniciou uma onda de protestos pelas ruas do Irã. Muitos iranianos, principalmente os jovens, veem a morte da Amini como uma evidência da repressão do governo da república islâmica e do tratamento cada vez mais violento da política dos costumes às mulheres jovens.

Os protestos tomam conta de ruas de Teerã, capital do país, no qual muitas mulheres têm retirados seus hijabs, e girando-os no ar. Vídeos publicados em redes sociais mostram essas mulheres jogando esses véus em fogueiras e outras cortando o cabelo em forma de repúdio ao acontecimento.


Protestos tomam conta das ruas de Teerã, no Irã. (Foto/Reprodução/WANA via REUTERS)


Os voluntários da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã, os "Basij", reprimiram as manifestações passadas, incluindo os direitos à água e a economia do país. Porém, alguns manifestantes ainda gritam “morte ao ditador’’, visando o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e também a teocracia do Irã, Apesar das ameaças de morte e prisão.

A polícia prendeu Mahsa no dia 13 de setembro, mas a jovem desmaiou na delegacia e morreu três dias depois. O motivo de sua detenção foi por usar seu hijab muito frouxo. O Irã exige que as mulheres usem de uma forma da qual cubra completamente os cabelos quando estiverem e público. Apenas o Afeganistão, agora sob domínio do Talibã, aplica ativamente uma lei semelhante a essa. Mesmo a conservadora Arábia Saudita diminuiu a pressão sobre como as mulheres devem se vestir.

A polícia nega maus tratos a Amini e diz que ela morreu de ataque cardíaco. O presidente Ebrahim Raisi prometeu uma investigação sobre o caso. Já a família de Amini afirmar que a jovem não tinha histórico de problemas cardíacos e eu foram proibidos de ver o seu corpo antes de ela ser enterrada. Os protestos eclodiram após o funeral de Amini na cidade de Saqez, E rapidamente se espalharam para outras partes do país.

Foto Destaque: Mahsa Amini. Reprodução/Reuters

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