Bem Estar

Moda nos Estados Unidos, “Jejum de dopamina” pode estimular quadro depressivo

Polo mundial de desenvolvimento tecnológico, o Vale do Silício (EUA) lançou a estratégia do 'Jejum de dopamina', uma alternativa disfuncional para quem deseja produzir mais

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05 Jan 2022 - 14h00 | Atualizado em 05 Jan 2022 - 14h00

O “Jejum de dopamina” consiste em evitar a prática de atividades que estejam envolvidas na síntese do neurotransmissor. Cunhado pelo psicólogo e investidor em tecnologia Cameron Sepah, o jejum da substância relacionada ao bem-estar ajudaria a elevar o foco e a produtividade no ambiente de trabalho.

Lançada na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, a proposta é apenas mais uma dentre as várias sugestões excêntricas em relação à saúde e bem-estar. De acordo com o jornal El País, os executivos de São Francisco já lançaram a dieta de jejum intermitente, a de beber água pura da chuva e de fontes sem tratar e o consumo de microdoses de LSD a fim de obter um melhor desempenho no trabalho.

A moda da vez sugere o afastamento de tudo que envolve a dopamina, mas por quê? Para começar, é necessário entender como o neurotransmissor funciona no corpo humano. A molécula de dopamina relaciona-se ao sistema de recompensa do nosso corpo, e, segundo os defensores do jejum, o cérebro possui uma espécie de vício na sensação provocada por atitudes dispersantes, tais como: Fazer sexo, comer chocolate, navegar pelas redes sociais, ouvir música e falar com amigos. Tendo em vista que isso atrapalharia o desempenho no trabalho, o Vale do Silício recomenda a exclusão dessas coisas "improdutivas".


Molécula de dopamina desperta prazer e aumenta a motivação. Foto: (Reprodução/Pixabay).


No entanto, o método não possui comprovação científica, pelo contrário, neurocirurgiões alegam ser disfuncional, pois o corpo sabe exatamente a quantidade de dopamina que ele deve produzir para que não haja excesso, nem falta. Em resposta ao El País, o diretor da seção de Neurociência Cognitiva do Centro de Evolução e Comportamento Humano da Universidade Complutense de Madri, Manuel Martín-Loeches, pontua:

“Não há como restaurar algo que está em constante mudança desde antes do nascimento, como é o caso do cérebro. Se restringirmos a dopamina com o jejum, ocorrerá algo semelhante aos efeitos a longo prazo de um vício: falta de satisfação, que costuma levar à depressão”.

Dito isso, a orientação para aqueles que querem se libertar dos “vícios dispersantes” é canalizar o sistema de recompensa em exercícios saudáveis. A forma mais adequada de fazer um “jejum de dopamina” seria remanejar atividades que causam distração ou geram vício, e não abdicar completamente delas. Para tal, pode ser feito um investimento em práticas envolvidas na concentração e bem-estar, como a yoga e a meditação.

Foto Destaque: Homem perdido em meio ao ambiente empreendedor. Foto: Reprodução/Pixabay. 

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