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“Minha vida hoje é feita de dores psicológicas e físicas”, diz mulher vitima de Leandro Lehart

Em entrevista ao Fantástico, Rita de Cássia, vítima de estupro por Leandro Lehart, relata momentos do crime e consequências sofridas por ela após a violência. Músico nega acusações.

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19 Set 2022 - 17h08 | Atualizado em 19 Set 2022 - 17h08

Em entrevista ao Fantástico no último domingo (18), Rita de Cássia Corrêa relatou detalhes da violência que sofreu por parte do músico Leandro Lehart, integrante do grupo Art Popular, sucesso nos anos 90, o mesmo foi condenado a mais de 9 anos de prisão por estupro e cárcere privado, ele nega as acusações e poderá recorrer em liberdade.

“ A minha vida hoje, ela é feita de dores psicológicas, físicas, de limitações. Eu quis conversar de uma maneira que mostrasse a todas a indignação que eu sinto. Esse monstro que cometeu todas essas atrocidades comigo em uma noite”, disse Rita ao Fantástico.

Durante a entrevista, Rita, que é musicista, conta que se aproximou do músico em 2017, após enviar uma mensagem através das redes sociais para Leandro, elogiando seu trabalho, o cantor teria à convidada para sua residência, para conhecer seu estúdio de música e instrumentos, já que a vítima é pianista.

Após encontros na casa de Leandro, onde em alguns ocorreram relações sexuais consensuais, em 2019, dois anos após se aproximarem, a vítima conta que passou por uma situação violenta e degradante, onde sofreu um crime hediondo, e carrega até hoje um trauma da violência que sofreu.

Rita de Cássia conta que Leandro a deixou trancada durante horas no banheiro após abusar sexualmente dela, e após soltá-la, o músico teria sido racista com ela:

“Ele disse: ‘Você acha que eu queria o quê? Relacionamento? O que você acha que eu gostaria de uma negrinha como você?’ Que não era para eu contar para ninguém, divulgar na mídia, procurar a polícia. Porque eu nem teria condições de pagar um advogado para me defender, que o dinheiro que ele tem, os advogados dele iam agir contra mim, que eu ia sair como uma aproveitadora”, conta a vítima.

Após toda a violência sofrida, Leandro chamou um motorista de aplicativo que a levou para casa. A vítima diz: “Já fui direto para o banheiro. Já ali no chão mesmo, me despenquei a chorar e fiquei muito tempo ali tentando me higienizar, tentando tirar todo aquele cheiro horrível, aquele gosto, escovando meus dentes”, relembrou.

Desde o dia do crime, a vida de Rita nunca mais foi a mesma, ela perdeu o emprego de controladora de acesso no metrô de São Paulo, tentou suicídio, e convive com sérios problemas emocionais, fazendo uso de antidepressivos.

Rita conta também que após 6 meses do crime, já em 2020, Leandro Lehart a procurou novamente. Na ocasião, ela disse a ele todo o sofrimento que ele havia causado, algo que o músico negou, porém, segundo a vítima, logo após ele voltou atrás e assumiu a culpa.

Em mensagem, a vítima Leandro escreveu: “Se te humilhei sexualmente e você esta nessa situação, eu assumo isso. Com muita vergonha mais assumo, porque fiz isso com uma mulher, em troca do meu prazer. Fui egoísta”. Ainda durante a mensagem o músico disse: “Se você se sentir no direito de me denunciar, faça. Não ficarei chateado”.


 

Rita de Cássia durante sua entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução/TV Globo)


De acordo com Rita, numa tentativa de amenizar o que havia acontecido, Leandro a ajudou financeiramente algumas vezes, com quantias de R$ 900, e após R$ 400 e R$ 200. No entanto, um mês após ter enviado as mensagens de texto para Rita, o músico registrou um boletim de ocorrência, alegando que os pedidos de ajuda por parte da vítima “passaram a ter conotação de chantagem ou extorsão”.

Após a denúncia realizada por Rita em 2021, o processo foi aberto contra o músico, que em depoimento a justiça negou as acusações feitas a ele, dizendo que as mensagens onde confessa o abuso não expressa a verdade. Segundo Leandro, foram apenas “uma ajuda humanitária para deixar Rita mais a vontade, acolhê-la e fazer com que esquecesse a vontade de se matar”.

Leandro Lehart foi condenado por estupro e cárcere privado, por ter mantido Rita presa no banheiro, tento sua pena definida para 9 anos, 7 meses e seis dias de prisão. O mesmo pode recorrer em liberdade.

Sobre a condenação do músico, Rita de Cássia declarou: “Eu fiquei muito feliz de provar que eu estava falando a verdade, que nessa historia a vítima fui eu. Ele nem se quer me questionou se eu gostaria de passar por isso. Ele ouviu meu não”.

Em seu perfil nas redes sociais, Leandro diz: “Estou sendo vítima de uma grande injustiça, mas a verdade vai prevalecer em breve. São 40 anos de carreira e 50 anos de vida acreditando na justiça, e mesmo que ela tarde ela não falha. E a maldade não prevalecerá nunca. Obrigado por tudo”. Em nota emitida pela defesa do músico, seus advogados afirmaram que continuaram seguindo confiantes no Poder Judiciário, e que a verdade prevalecerá, com sua consequente absolvição.

Atualmente, Rita de Cássia foi diagnosticada com estresse pós-traumático, e faz tratamento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Foto Destaque: Leandro Lehart. Reprodução/Instagram

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