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Metais prejudiciais a saúde são encontrados em alta exposição aos moradores de Brumadinho

Moradores de Brumadinhos que foram atingidos pelo maior desastre de mineração na história do Brasil, passam por avaliação de saúde e constam altos níveis de exposição a metais prejudiciais.

3 min de leitura
07 Jul 2022 - 09h54 | Atualizado em 07 Jul 2022 - 09h54

Moradores de Brumadinho receberam o primeiro retrato de saúde após o desastre da barragem da Vale na Mina do Córrego do Feijão. Há uma concentração de metais pesados superiores às consideradas seguras em um quadro de mazelas, o que pode ocasionar em doenças respiratórias a mentais. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz de Minas Gerais com a Universidade Federal do Rio de Janeiro tiveram esse estudo durante a pandemia do Covid-19, sendo um recorte da saúde dos atingidos pelo mais letal desastre de mineração na história do Brasil.

Há um aumento significante nos níveis de chumbo, manganês e arsênio encontrados no sangue e na urina, entretanto, não apenas nos moradores dos bairros diretamente atingidos, mas também entre os adolescentes, que mostram os índices ainda maiores.


Moradores de Brumadinho. (Foto: Reprodução/Época Negócio Gobo)


O arsênio na urina totalizou em 28,9% dos adolescentes, sendo mais que 10 microgramas por uma grama de creatina (substância que o corpo utiliza para avaliar funções renais). O manganês passou de 15 microgramas por litro, sendo totalizado 52,3% dos adolescentes e o chumbo em 12,2%, com níveis maiores de 10 microgramas por decilitro. Nos adultos, foram 33,7% registrados com arsênio e 37% com manganês. Já as crianças, 50,6% com pelo menos um dos metais já citados.

Os problemas de saúde causados pela alta exposição dos metais variam entre distúrbios neurológicos, devido ao manganês, problemas vasculares, na pele e até câncer, devido ao arsênio. O chumbo, por outro lado, não é absorvido pelo corpo humano, entretanto, a exposição contínua com ele pode se levar a alucinações, irritabilidade, dores, tremores e perda de memória.

O coordenador-geral da pesquisa, Sérgio Peixoto, da Fiocruz-MG e da Universidade Federal de Minas Gerais, diz que o objetivo do estudo é ajudar no planejamento de assistência mensurando a carga de doenças. “Não há motivo para alarme, mas é uma exposição elevada que precisa ser investigada, para saber se há consequências para a saúde e para a causa”, completou Sérgio.

 

Foto Destaque: Cidade de Brumadinho no desastre. Reprodução/CNNBrasil.

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