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Maria Quitéria: Símbolo da independência brasileira

A baiana Maria Quitéria fingiu ser homem para entrar nas Forças Armadas e lutar pela liberdade. O símbolo da Independência brasileira teve a sua história contada por especialistas nesse 7 de Setembro.

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07 Set 2022 - 17h41 | Atualizado em 07 Set 2022 - 17h41

Maria Quitéria foi a primeira mulher a se integrar às forças armadas. Em 1822, o Conselho Interino da Bahia começou a recrutar voluntários para a luta pela independência. Mesmo sem autorização do pai, a jovem cortou seus cabelos e pegou emprestado o uniforme de seu cunhado para se apresentar como "soldado Medeiros".

Para a historiadora e pesquisadora Elisa Ribeiro, Maria Quitéria é a prova viva de que a independência não foi construída com acordos: "É uma coisa muito impossível para o século dezenove. Essa Joana Darc do Brasil faz a gente perceber que a independência foi conquistada pelo povo. Libertar o Brasil da colonização portuguesa foi uma bandeira popular. Foi a independência do povo que foi conquistada com muita dificuldade e muito sangue", disse Elisa.


 

Maria Quitéria, em obra pintada por Domenico Failutti, 1920. (Foto/Reprodução: Infoescola)


O disfarce da combatente baiana foi descoberto quando seu pai percebeu sua ausência, procurou o batalhão e contou que o soldado Medeiros na verdade era sua filha. Mas, nesse momento, Maria já era conhecida por suas habilidades e esforços, o que fez com que o major não permitisse que fosse desligada do exército. 

Joaquim de Lima, comandante em chefe do exército Pacificador da época, se referiu às ações de Maria Quitéria como algo de muito valor: "Esta mulher tem-se distinguido em toda a campanha com indizível valor, e intrepidez. Três vezes que entrou em combate apresentou feitos de grande heroísmo, avançando de uma, por dentro de um rio com água até aos peitos, sobre uma barca, que batia renhidamente nossa Tropa", declarou o comandante em correspondência feita na época.

Mesmo assim, a memória mais marcante do aprendizado sobre a independência do Brasil é a cena religiosamente repetida de Dom Pedro proclamando "independência ou morte", às margens do Rio Ipiranga. Elisa Ribeiro explica que isso é resultado da falta de um protagonismo que não foi dado às mulheres, visto que foram grandes heroínas para que o Brasil deixasse de ser colônia de Portugal: "As mulheres ainda são vistas como sujeitos marginalizados da história. Maria Quitéria é um exemplo diferenciado, ela está inscrita no livro de heróis e heroínas da pátria, mas quantas outras não são notadas como ela é?", questionou a historiadora.

Em 1996 a combatente passou a ser reconhecida como patrona do quadro complementar dos oficiais do Exército Brasileiro, visando fortalecer  o protagonismo de personagens históricas femininas no Brasil.

Foto destaque: Desenho de Maria Quitéria. Reprodução: Plenarinho

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