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MP investiga denúncias de assédio sexual contra o presidente da Caixa

A revelação de que funcionárias da Caixa Econômica Federal denunciaram o presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, por assédio sexual, caiu como uma bomba no núcleo político da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro.

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29 Jun 2022 - 16h03 | Atualizado em 29 Jun 2022 - 16h03

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, fez um pronunciamento em um evento do banco público nesta quarta-feira (29), após se tornarem públicas denúncias de que ele cometeu assédio sexual contra funcionárias.

Pela manhã o blog da jornalista Ana Flor do portal G1, ouviu três integrantes dos conselhos de Administração e Fiscal da instituição que relataram que o comando da Caixa Econômica sabia dos casos de assédio do atual presidente, e acobertou as denúncias com promoções.

Em 2019, começaram a chegar os primeiros casos aos canais de denúncia do banco, quando Pedro Guimarães assumiu a presidência. De acordo com os relatos ouvidos pelo blog de Ana Flor, mulheres vítimas do assédio de Guimarães que aceitavam não levar adiante as denúncias, receberam cargos em outras instituições públicas, foram transferidas ou realizavam cursos no exterior.Já os colegas que ajudava Guimarães a acobertar os casos chegaram a receber promoção.

Outros executivos da Caixa Econômica deixaram o banco porque não suportaram o ambiente de assédio moral. Um ex-dirigente da instituição conta que, as reuniões do conselho e da diretoria, eram sempre enredadas com Guimarães gritando com auxiliares e xingando subordinados.

"É preciso uma ampla investigação na instituição, porque diversos casos eram de conhecimento da cúpula da casa", afirmou um ex-conselheiro.


Presidente Bolsonaro disse que denúncias são inadmissíveis. (Foto: Reprodução/EBC)


Outro caso que deve entrar também nas investigações do Ministério Público é o de um segurança que trabalhava na garagem da instituição e que acabou demitido depois de flagrar Guimarães em uma conduta imprópria com uma assessora. Outra estratégia usada pelo ex-presidente da Caixa, era a proximidade com o presidente Jair Bolsonaro para garantir o silêncio dentro do banco, segundo os relatos, além de pressionar subordinados com demissão.

"A publicidade deste caso se deve à corajosa atitude de mulheres que denunciaram o assédio sofrido. A instituição falhou miseravelmente em coibir atitudes improprias e fazer valer regras básicas de governança", afirmou um dos ex-dirigentes.

Nesta quarta feira (29) a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) protocolou um requerimento, no qual solicita a convocação do Ministro da Economia Paulo Guedes, para que ele explique as ações do ministério em relação à conduta do presidente da Caixa Econômica Federal, acusado de assédio sexual por várias servidoras do banco público. 

No documento, apresentado à Câmara dos Deputados, a parlamentar também cobra informações do ministro sobre as ações adotadas para o caso e encaminha ofício à Procuradoria da Mulher da Câmara para que acompanhe as investigações. As acusações vieram a público nessa terça (28), em reportagem do portal Metrópoles. Ao menos cinco funcionárias relataram toques em partes íntimas sem consentimento, por parte de Guimarães, além de abordagens e falas e convites inconvenientes. 

 

Foto Destaque: Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução/Clauber Cleber Caetano/G1

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