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Legado ambiental da Copa do Mundo do Catar é contestado por especialistas

Mesmo com promessa de sustentabilidade emissão de gases do efeito estufa em obras no Catar pode agravar as mudanças climáticas no planeta. Promessas do Comitê Organizador garantiam que o evento seria totalmente carbono zero.

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30 Ago 2022 - 22h40 | Atualizado em 30 Ago 2022 - 22h40

Há menos de 100 dias do início da Copa do Mundo do Catar, o comitê organizador afirma que a sustentabilidade ambiental foi, desde o início, um dos pilares da candidatura. Em 2010, ano em que o país asiático foi escolhido para ser a primeira sede do Oriente Médio de um mundial de futebol, a agenda ambiental começava a tomar uma proporção gigantesca.

Essas pautas também são fortemente críticas às emissões de carbono, intensificado por grandes obras de infraestrutura, como as que ocorreram no Catar. O Comitê Supremo para Entrega e Legado disse que a posição, desde de sempre, foi em agir para minimizar ou compensar os danos provocados e o impacto negativo que deixou por emitir para a atmosfera 3,6 mega toneladas de CO2 e gases do efeito estufa.


Estufa com mudas de plantas desertícas tradicionais no Catar. (Foto: Reprodução/Site Qatar2022) 


Os primeiros objetivos que foram estabelecidos pelo comitê inicialmente, no escopo da candidatura, não previam aumentos tão drásticos nas emissões. O único ano em que houve redução foi 2020, ou seja, justamente na época em que a econômica global sofria os impactos da pandemia de Covid-19.

Durante os estudos de viabilidade dos projetos de infraestrutura, das inúmeras viagens que levarão os torcedores até o Catar, da construção das acomodações e outras fontes de emissão de ativos danosos ao meio ambiente, ficou evidente que grande parte desses planos foram cumpridos e, assim, projetos de excelência sustentável foram entregues.

Ainda segundo o mesmo comitê, a Copa de 2022 vai cumprir uma quantidade significativa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Uma pesquisa sobre os impactos do evento em si indicou que a expectativa é de que a queima de combustíveis causados por viagens, torcedores, delegações e imprensa representarão mais de 50% do gás carbônico emitido durante o período de celebração no país.


Área externa do Estádio Al Bayt é cercado por um lago e gramado artificial. (Foto: Reprodução/Site Qatar2022)


A infraestrutura de transporte é robusta, porém, ao mesmo tempo, compacta. Esse, com certeza, é um fator decisivo para que a poluição provocada pela aviação, por exemplo, seja bastante mitigada. Desde o início, os organizadores trabalharam em campanhas de plantio de árvores, na realização de investimentos em tratamento e reuso de água, além de projetos para a redução de resíduos e em energia limpa nos estádios e infraestruturas. Essas são as apostas para que, a longo prazo, a sustentabilidade nos projetos do Catar não sejam mais questionáveis e para que assim figurem como principal referência no cumprimento de metas ambientais na região.

 

Foto Destaque: Doha, capital do Catar, em um fim de tarde. Reprodução/Chris Clark/Pexels

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