Neste sábado (25), a atriz Karla Castanho revelou, após uma série de ataques e divulgações não autorizadas do caso, que foi vítima de um estupro que resultou em uma gravidez, a atriz decidiu dar o bebê para a adoção.
A história gerou comoção na internet, um detalhe importante do relato diz respeito ao atendimento médico realizado em Karla, onde ela afirma que o médico que a atendeu “não teve nenhuma empatia” e “Me obrigou a ouvir o coração da criança e disse que 50% do DNA eram meus e seria obrigada a amá-lo.
O relato reacendeu o debate sobre atendimentos médicos antiéticos e antiprofissionais, você saberia identificar um atendimento assim?
Cuidados para identificar abusos médicos. (Foto: Reprodução/Medicinasa)
Primeiramente, cabe citar que, de acordo com o Código de Ética Médica (Resolução do CFM nº 1.931, de 17/9/2009), um atendimento médico antiético pode ser denunciado ao Conselho Regional de Medicina, essa denúncia pode ser realizada no local do atendimento ou no site do Conselho Federal de Medicina.
De acordo com a ética médica, negar acesso ao prontuário do paciente ou não lhe fornecer cópia mediante pedido, não explicar a situação de forma clara ou transformar o exercício médico em comércio, dentre outras, configuram desvios éticos da profissão.
Ainda de acordo com o código de ética de medicina, desrespeitar o paciente, utilizar-se de informações obtidas da relação com o paciente para obter vantagens, influenciar a escolha do método contraceptivo e desrespeitar o direito de decisão, do paciente ou representante legal, acerca da execução de práticas diagnósticas ou terapêutica, exceto sob risco iminente de óbito.
Segundo especialistas, as situações às quais Karla foi submetida durante o procedimento podem ser enquadradas como tortura psicológica.
Segundo informe divulgado neste domingo (27), os conselhos federais e regionais de enfermagem e o hospital no qual a atriz foi hospitalizada afirmaram que vão apurar a denúncia de ameaça realizada pela enfermeira que atendeu Karla.
Foto Destaque: Karla Castanho. Reprodução/ Revista Caras - UOL