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Jovens se dedicam mais aos estudos e não desejam ter filhos

Atual situação do país, com aumento da fome e falta de investimento na educação, faz com que jovens foquem em seus estudos, e não queiram ter filhos.

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28 Ago 2022 - 12h43 | Atualizado em 28 Ago 2022 - 12h43

Idosos ressaltam diferenças entre as escolhas da sua geração quando os adolescentes se casavam cedo e tinham filhos, escolhas diferentes da geração atual que esta mais focada nos estudos.

Antônio Valdevino, aposentado de 88 anos declarou ao O Globo a respeito deste assunto: ”Antes, a gente não sabia nada de China, Japão. Agora sabe na hora”, o mesmo deixou o interior da Paraiba quando completou 18 anos, em busca de condições melhores no Rio de Janeiro, lugar onde formou uma família.

Valdevino fez parte da grande quantidade de cidadãos rurais, que abandonaram o campo e foram para a cidade, fazendo com que a população urbana tivesse um aumento de 36,2% em 1950, para 84,3% em 2010.


                         

   Pau de Arara, usado para migrações de cidades rurais (Foto: Reprodução/História de Alagoas)


Antônio ajudou na construção de Brasilia, o mesmo cuidou do acabamento do Palácio do Planalto.

De volta ao Rio, tornou-se porteiro de um prédio, e viu no trabalho uma forma de guardar dinheiro para comprar sua casa própria, já que era e ainda é comum que os prédios cedam moradia para o funcionário e sua família. E Valdevino também abrigava seus amigos que chegavam da Paraíba:

Eu não tinha quarto. Sempre que vinha alguém da Paraíba, dormia no meu. Espalhou porteiro da sua terra nos prédios da Praia do Flamengo inteira — conta Andréa Valdevino, filha de Antônio.

Valdevino cursou o equivalente à primeira fase do ensino fundamental. Quando criança ele e sua família foram do interior de Pernambuco para a Paraíba, a pé, após o pai dele abondaram sua mãe e seus sete irmãos, devido a situação não conseguiu mais ir à escola. “Você só estudava se não tinha trabalho a fazer” declarou.

Retrocessos em 2022

A alta da inflação não chegava aos números atuais desde 2003, algo que prejudica de diversas formas a população, que enfrenta a o aumento em diversos alimentos no supermercado. Muitos brasileiros estão sendo atingidos pela fome no país, que em 2014 havia sido reduzida para 5%, teve um salto para 15%, atingindo atualmente 33 milhões de pessoas no Brasil, que buscam por alimentos muitas vezes no lixo para sobreviver.


                               

  Fome no Brasil quase dobrou após a pandemia (Foto: Reprodução Estado de Minas)


A fome, o ensino nas escolas, e a pobreza, são áreas do país que só pioraram com o passar dos anos. Porém, mesmo com o atraso escolar, a média de anos de estudo no Brasil cresceu para quase nove anos em 2018, número seria de apenas dois anos na década de 1960.

As netas de Antônio Valdevino Júlia e Mariana não desejam ter filhos, as mesmas dizem ”Ter filho com o mundo desse jeito. Prefiro não ter”, Júlia completa dizendo "Tem que viver a vida".

A parcela de famílias que decidem não ter filhos vem crescendo com o passar dos anos, fato que ocasionou o encolhimento populacional. A queda da taxa de fecundidade que passou de 6 filhos por mulher para 1,7 é resultante da entrada da mulher no mercado de trabalho e dos diversos meios contraceptivos, mais eficazes do que anos atrás.

 

Foto Destaque: Jovens preferem focar em suas carreiras : Reprodução/ Saraiva Educação

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