Cinema/TV

Jerry Harris é condenado a 12 anos de prisão por pornografia e abuso de menores

Ator da série em formato de documentário de sucesso "Cheer" da Netflix, Jerry Harris, foi condenado a 12 anos de prisão por má conduta sexual, pornografia e abuso de menores.

3 min de leitura
07 Jul 2022 - 14h00 | Atualizado em 07 Jul 2022 - 14h00

O ator Jerry Harris, estrela da docuseries Cherry, foi condenado a 12 anos de prisão em uma penitenciária federal por solicitação sexual de menores. A sentencia de Harris veio cinco meses após ele confessar ter abusado sexualmente de uma menina de 15 anos durante uma competição de torcida, além de pagar para que uma menina de 17 anos o mandasse vídeos e fotos sexualmente explícitas. O ator também admitiu ter tido o mesmo tipo de conduta com outros menores, porém essas acusações foram derrubadas após acordo de delação.  

Harris foi preso pela primeira vez em setembro de 2020 devido a acusações de pornografia infantil, meses após a primeira temporada de "Cheer" ter sido lançada em janeiro do mesmo ano. A série segue uma equipe de torcida da Navarro College competindo no torneio nacional de Daytona. O show se tornou um sucesso da plataforma, com Harris se tornando um dos favoritos pelos fãs, de maioria menores de idade. A agressão do ator será abordada na segunda temporada que será lançada ainda este ano, com um episódio dedicado ao assunto incluindo entrevistas com suas vítimas. 


Trailer oficial da segunda temporada de "Cheer". (Vídeo: Reprodução/Youtube).


De acordo com documentos obtidos pelo jornal americano USA Today antes do veredito ser divulgado, os advogados de Harris negociavam por uma sentença de 6 anos, alegando que o ator de 22 anos tinha uma visão deturpada de relacionamentos, em razão de que ele fora sido abusado aos 13 anos por um jovem de 19 anos. Os procuradores do caso buscavam uma sentença de 15 anos, com o argumento de que a infância de Harris não é desculpa pelos seus atos. 


Fotos do celular de uma das vítimas. (Foto: Reprodução/US Attorney's Office)


Na foto acima podemos ver uma conversa do Snapchat entre Harris e uma das vítimas, onde o ator pede para um garoto de 13 anos tirar uma foto e um vídeo de conteúdo sexual, em resposta a uma foto do garoto fazendo uma pose de torcida, conhecida como "agulha". 


Evidência do celular de uma das vítimas. (Foto: Reprodução/US Attorney's Office)


Na foto em conversa com o mesmo garoto de cima, que apesar do menino ter dito que ele tinha apenas 13 anos, Harris solicita fotos de seu "rosto... e bunda". O jovem acabou cedendo aos avanços, enviando imagens explícitas, que ele retribuiu com imagens de sua autoria, incluindo uma delas se masturbando. Em um acampamento de líderes de torcida realizado em fevereiro de 2019, Harris tentou supostamente convencer o menino a fazer sexo oral com ele em um banheiro, porém o jovem recusou. Harris também é acusado de ter feito avanços semelhantes ao irmão gêmeo do menino, que inclui ter lhe mandado uma mensagem no Snapchat que dizia "Você gostaria de fuder?".  

Harris usou sua fama e riqueza para continuar sua exploração de crianças, expandindo as ferramentas disponíveis para manipulá-las para satisfazer seus desejos sexuais aparentemente insaciáveis”, disse a advogada americana Kelly Guzman em seu memorando de sentença. 

O jornal também revelou que a mãe de duas das vítimas pretende entrar com uma ação civil contra o ator e a Federação All Star dos EUA, o orgão responsável pelas torcidas e dança do país. De acordo com o jornal, a USASF foi alertada das alegações contra Harris em maio de 2020, mas falhou em tomar ação até que elas fossem reveladas em setembro.  

 

Foto Destaque: Jerry Harris. Reprodução/Instagram.

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