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Irã admite morte de mais de 200 pessoas durante protestos no país

O Irã confirmou a morte de mais de 200 pessoas durante os protestos que acontecem durante o país desde setembro, organizações de direitos humanos acreditam que o número é maior.

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03 Dez 2022 - 20h00 | Atualizado em 03 Dez 2022 - 20h00

Pela primeira vez desde que os protestos começaram, o Conselho de Segurança confirmou neste sábado (3) a morte de mais de 200 pessoas durante os protestos no país. Organizações de direitos humanos acreditam que os números giram em torno de 300 pessoas.

O Conselho de Segurança deu as baixas como “ataques terroristas” feito por pessoas “perturbadoras e elementos contrarrevolucionários aramados, integrantes de grupos separatistas”. O Conselho ainda colocou em nota que os protestantes foram tratados em máxima tolerância, mas também alertou que irão atuar de forma mais decisiva, usando o apoio de agências de inteligência estrangeiras.

No final a cita alerta: “Sendo assim, qualquer perturbação da ordem pública e reunião ilegal em qualquer nível será tratada com determinação e sem tolerância”.


Mahsa Amini, de 22 anos, morta enquanto estava presa por uso inadequado do véu islâmico. Reprodução/IranWire


Os protestos no Irã começaram em 16 de setembro deste ano, quando Mahsa Amini, de 22 anos, foi morta enquanto estava presa por suposto uso inadequado do véu islâmico enquanto estava de férias com a família na capital do país.

A partir da morte de Mahsa, as mulheres iranianas passaram a parar de usar o véu hijab como forma de protesto. Esta forma de protesto tem muita adesão de jovens.

Os protestos chegaram até a Copa Do Mundo. A própria participação do Irã na Copa do Mundo estava sendo bastante questionada, já que o país tinha passado por cima da decisão da FIFA de 2019 que os obrigava a permitir a entrada de mulheres em estádios.

A decisão de 2019 da FIFA se deu após Sahar Khodayari, de 29 anos, atear fogo em seu próprio fogo por medo da sua punição após tentar assistir uma partida de futebol. Em março deste ano, o Irã desobedeceu à decisão da FIFA e negou a entrada de cerca de 2000 mulheres que tentavam assistir a partida do país contra o Líbano. A decisão de 2019 indicava que caso o Irã negasse a entrada de mulheres no estádio, o país seria suspenso de competição, mas o país não sofreu punições quando desobedeceu e foi para a Copa do Mundo.

Os jogadores do time do Irã chegaram a fazer um protesto durante a Copa não cantando o hino do país, mas na partida contra os Estados Unidos eles voltaram a cantar.

A jornalista brasileira Domilia Becker tentou conversar com as mulheres do Irã durante uma das partidas, mas foi perseguida pela torcida durante o evento. Os torcedores que a jornalista conseguiu entrevistar afirmaram que é perigoso para eles darem entrevistas, pois existiam pessoas na torcida que eram enviados do governo para fiscalizar o que está sendo dito.

Os torcedores do Irã chegaram a comemorar a eliminação contra os Estados Unidos. O Centro para os Direitos Humanos no Irã relatou que Mehran Samak, de 27 anos, foi assassinado por comemorar a derrota do país na copa do mundo, o tiro teria supostamente partido de forças armadas do Irã.

 

Foto em destaque: Mulher corta os seus cabelos em protesto contra o governo do Irã. Yasin Akgul/AFP

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