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Índia sofre com mudanças climáticas e bate recorde de dias de calor extremo

O país registrou 203 dias de calor extremo neste ano, mais do que o dobro em relação a 2021. O governo da Índia tenta implementar projetos para reverter a situação, porém enfrentam atrasos.

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30 Jul 2022 - 13h25 | Atualizado em 30 Jul 2022 - 13h25

O governo indiano divulgou na última sexta-feira, 29, um relatório apontando as consequências do verão mais extremo da história do país. Projeções mostram que a nação será uma das mais atingidas pelo aquecimento global, pois caso a temperatura global suba 2ºC será impossível trabalhar ao ar livre.

A Índia teve, durante  o último verão, 203  dias de calor extremo. Marcando um recorde na história do país e totalizando mais que o dobro de dias com temperaturas extremas em relação a 2021, que teve 36 dias. Isto faz parte de uma onda de mudanças climáticas que vem atingindo diversos países nas Américas e na Europa, gerando queimadas e climas extremos nessas regiões.

Esse número vem da soma de dias extremos vividos em 20 regiões diferentes, podendo haver casos de registros em duas ou mais regiões no mesmo dia. No norte do país,  estão as regiões mais atingidas, principalmente Rajasthan ou Punjab, com cerca de 25 dias de calor extremo em quatro meses, seis vezes mais que no ano passado. 


Indiano durante onda de calor extremo em 2019. (Foto: Reprodução/Rajesh Kumar Singh/AP)


Entre os anos de  2010 a 2020 a Índia registrou o dobro de dias quentes em relação à década passada, já em 2022, os termômetros do país chegaram a marcar 49ºC  na cidade de Nova Délhi. Estes acontecimentos correspondem com as  projeções do painel climático do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) da ONU, que alertou que o subconsciente indiano seria uma das áreas mais afetadas.

Para lidar com a situação emergencial, o governo criou um plano de ação nacional de Saúde, porém está demorando para ser implementado. O projeto visa construir locais para concentrar o ar quente e resfriar, diminuindo a temperatura nas cidades, contudo as máquinas responsáveis pelo resfriamento também liberam calor. 

Além disso, o atual sistema de saúde tem dificuldades de lidar com o grande número de pessoas afetadas pelo clima, fazendo com que cidadãos dos grandes centros recebam um atendimento precário e os migrantes de outras regiões fiquem organizados em periferias que nem recebem assistência.

Foto destaque: rio em Nova Delhi, onde o fluxo diminuiu drasticamente. Reprodução/Manish Swarup/AP 

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