Tech

Harvard aponta que algoritmos impedem 27 milhões de pessoas de conseguirem emprego

Pesquisadores da Harvard estimam que algoritmos impedem 27 milhões de pessoas de conseguirem emprego por conta de palavras-chaves em currículos que não se enquadram nos critérios das empresas.

3 min de leitura
10 Set 2021 - 18h00 | Atulizado em 10 Set 2021 - 18h00

Os algoritmos têm se tornado a principal tecnologia que automatiza o processo de sistemas de empresas de todos os ramos. E quando se trata de procurar por currículos que se alinhem com os critérios de busca das empresas, a inteligência artificial avalia milhares de currículos em um dia, sem passar por um processo de juízo feito pela própria empresa.
Segundo uma nova consulta realizada por pesquisadores da Universidade de Harvard, estima-se que essa tecnologia pode estar impedindo cerca de 27 milhões de estadunidenses de encontrar um emprego em tempo integral, os tornando em “trabalhadores ocultos”, em opções mais informais.
Durante as últimas duas décadas, empresas passaram a buscar softwares que analisam currículos conforme cada vez mais o número de candidatos aumenta, e a tecnologia se torna cada vez mais acessível.
Os softwares ajudam as empresas a buscar o candidato ideal através de palavras-chave e experiência, baseado nos critérios específicos estabelecidos pelo gestor que lidera o processo.

 

https://lorena.r7.com/colunista/Janderson-Marcos/post/Quem-chorou-mais-diz-a-socialite-Kim-Kardashian-apos-o-filho-quebrar-o-braco

https://lorena.r7.com/post/Site-Enjoei-investe-em-plataforma-de-hackers-para-proteger-dados-de-clientes

https://lorena.r7.com/post/Christopher-Nolan-vai-lancar-filme-sobre-desenvolvimento-das-bombas-atomicas


Nos Estados Unidos, 75% dos empregadores contam hoje com a tecnologia que avalia currículos, de acordo com o relatório. Segundo a avalização, os processos de admissão se concentram no que os candidatos não têm (como credenciais), ao invés do valor que eles podem agregar (como habilidades), razão de muitos não obterem sucesso nas vagas.

Na pesquisa feita, os candidatos foram divididos em três categorias. 63% estão empregados ou trabalhando em mais de um emprego de meio período, mas desejam trabalhar em tempo integral; 33% estão em busca de um emprego, mas estão desempregados há muito tempo e 4% não buscam emprego, mas podem e possuem vontade de trabalhar nas circunstâncias certas
Entre os grupos mais afetados, segundo os pesquisadores da Harvard, estão: veteranos, refugiados, pessoas com deficiência (PcD), pessoas com problemas de saúde física ou mental, ex-detentos, cuidadores de adultos ou idosos e pessoas cujos cônjuges se mudaram para uma nova cidade ou país. Idosos e pessoas com pouca ou sem qualificação, sem diploma ou experiência profissional também foram afetadas pelas ferramentas de IA.


Enquanto isso, o desemprego se agrava em países como Estados Unidos e Brasil. (Reprodução/Getty Images)


"Nos EUA, existem, segundo nossas estimativas, mais de 27 milhões de trabalhadores ocultos. Nós estimamos proporções semelhantes no Reino Unido e na Alemanha", afirma a pesquisa. No Brasil, o número de desempregados ultrapassa 14,7 milhões de pessoas, taxa que ficou em 14,1% no segundo trimestre de 2021. 
O relatório traz ainda algumas recomendações para as empresas que buscam candidatos com  mais diversidade em seus processos seletivos, tais como:
1. Troca de filtros "negativos" para afirmativos, enfatizando habilidades ao invés de experiência acadêmica ou profissional.
2. Tornar o processo de candidatura mais fácil para atrair diferentes grupos, já que 84% dos entrevistados afirmaram possuir dificuldade em se candidatar.

 

(Foto Destaque: "Harvard aponta que algoritmos impedem 27 milhões de pessoas de conseguirem emprego". Reprodução/Getty Images)

Deixe um comentário