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Guerra na Ucrânia: Cerca de 200 ataques foram lançados pela Rússia contra cidade na região de Zaporizhzhia em apenas seis horas

Autoridades ucranianas temem acidente nuclear muito maior que outros já conhecidos e faz autoridades entregarem medicamentos contra radiação. Saiba mais!

3 min de leitura
29 Ago 2022 - 10h15 | Atualizado em 29 Ago 2022 - 10h15

O chefe da administração militar regional de Zaporizhzhia, na Ucrânia, Oleksandr Starukh, informou por meio de suas redes sociais que a cidade de Orikhiv sofreu mais de 200 ataques em um período de 6 horas. Ainda de acordo com a declaração, feita neste domingo (28), a cidade também foi atacada por 14 horas seguidas.

“Hoje, 14 horas de fogo constante de sistemas de jato e artilharia de barril em Orikhiv”, escreveu Starukh. “A parte central da cidade foi a que mais sofreu e o centro da cidade está em chamas”, finalizou.

Canais oficias confirmam que duas crianças e mãe delas ficaram feridas no bombardeio.

Autoridades ucranianas  temem desastre nuclear de enormes proporções e entregam medicamentos contra radiação

Autoridades da cidade ucraniana de Zaporizhzhia disponibilizaram pílulas de iodeto para moradores, à medida em que crescem os riscos de um possível acidente na usina nuclear localizada próxima ao local.

Segundo as autoridades oficiais, os moradores poderão obter comprimidos de iodeto em até 13 pontos de segunda a sexta-feira, e um ponto estará disponível durante o final de semana, em um esquema que começou desde o último dia 23.

No dia 25 de agosto, um total de 4.029 pessoas receberam pílulas de iodeto, segundo autoridades oficiais da cidade aconselharam os moradores a tomar as pílulas apenas em caso de um aviso oficial sobre um acidente nuclear, já que o medicamento controla o nível de substâncias tóxicas que estão presentes no organismo e auxilia na eliminação delas, além disso, o fármaco fortalece o sistema imunológico e previne a propagação de bactérias em nosso estômago.

No início de domingo (28), a operadora nuclear da Ucrânia, Energoatom, disse em sua conta do Telegram que, de acordo com a previsão do vento para esta segunda-feira (29), se ocorrer um grave acidente nuclear, a nuvem de radiação carregará os céus de parte do sul da Ucrânia e as regiões do sudoeste da Rússia.

Ele acrescentou ainda, que no caso de um acidente em uma das unidades de energia da usina, a nuvem de radiação se moverá para o sudeste também em direção à Rússia.

Em caso de desastre, a operadora nuclear aconselha os residentes em áreas potencialmente ameaçadas a fazerem profilaxia com iodo e limitarem a sua permanência em áreas abertas sem necessidade urgente, bem como o isolamento de portas e janelas. É recomendado ainda que os moradores da localidade desliguem os aparelhos de ar condicionado.

“Além disso, em áreas potencialmente perigosas, recomenda-se tomar medidas para selar e embalar alimentos, água, roupas de cama, documentos e objetos de valor”, acrescentou Energoatom.


 ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, por meio de suas redes sociais pediu que os militares russos deixem a fábrica. (Foto: Reprodução/Twitter)

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, por meio de suas redes sociais pediu que os militares russos deixem a fábrica. (Foto: Reprodução/Twitter)


No sábado, tanto o Ministério da Defesa russo quanto a operadora nuclear da Ucrânia, Energoatom, disseram que o local da usina nuclear de Zaporizhzhia foi repetidamente atacado nas últimas 24 horas, culpando-se mutuamente pelo bombardeio.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu no domingo que os militares russos deixem imediatamente as instalações da fábrica.

“Os invasores russos transformaram a usina nuclear de Zaporizhzhia em uma base militar, colocando todo o continente em risco. Os militares russos devem deixar a fábrica, eles não têm negócios lá!”, escreveu ele em uma de suas redes sociais.

As Nações Unidas, os Estados Unidos e a Ucrânia pediram a retirada de equipamentos militares e pessoal do maior complexo nuclear da Europa. Com isso, a missão de vigilância nuclear segue para usina de Zaporizhzhia.

 

Foto destaque: Cerca de 200 ataques foram lançados pela Rússia contra cidade na região de Zaporizhzhia em apenas seis horas. Reprodução/Reuters

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