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Governo do Catar admite morte de trabalhadores durante preparativos para a Copa

Durante entrevista à TV britânica ''TalkTV'' integrante do governo do país fala em número de vítimas fatais nos preparativos para a copa. ONGs já denunciavam condições desumanas para imigrantes que construíram estádios.

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29 Nov 2022 - 18h27 | Atualizado em 29 Nov 2022 - 18h27

Nesta terça-feira (29) Hassan Al-Thawadi, chefe da organização da Copa do Mundo no governo do Catar, afirmou que entre 400 e 500 pessoas morreram durante a construção dos estádios que sediam a do Copa do Mundo de 2022.

Está é a primeira vez que o governo do Catar falou em números de mortos, uma incógnita há anos levantada por ONGs, que denunciaram condições degradantes de trabalhadores que construíram a infraestrutura do Mundial do país, sendo a maioria deles imigrantes.

Em entrevista à rede de TV britânica “Talk TV” Hassan Al-Thawadi admitiu que é preciso melhorias em seu país. "A estimativa (de trabalhadores imigrantes que morreram durante a construção de infraestrutura para a Copa) é de entre 400 e 500. Não tenho o número exato, isso é algo que ainda está sendo discutido (...). Sim, melhoras têm que ser feitas", disse o catariano. Segundo o portal G1.


Ativistas colocam cruzes em frente à sede da Fifa na Suíça em protesto por direitos trabalhistas na construção de estádios para a Copa do Mundo do Catar (Reprodução: Ennio Leanza/Keystone)


De acordo com Al-Thawadi, o total de mortes não corresponde apenas a trabalhadores que construíram os estádios, entra esse, o número de vítimas fatais foi de três durante a jornada de trabalho e 37 fora dela.

A grande maioria dos trabalhadores morreu durante a construção dos preparativos da infraestrutura geral, como estradas, hotéis, pontes e obras de saneamento. A causa direta das mortes ainda não foram divulgadas.

No momento, cerca de três milhões de trabalhadores migrantes vivem no país. A maioria dos imigrantes vem de países como Nepal, Índia, Sri Lanka, Paquistão e Bangladesh. Países esses que não foram classificados para a Copa do Mundo.

Desde que o Catar foi escolhido para sediar a Copa de 2022, o Catar vem sendo alvo de denúncias de maus tratos desses trabalhadores por ONGs como Human Rights Watch e Anistia Internacional.

Segundo as organizações, elas falam de centenas de mortos e jornadas de trabalho de mais de 14 horas por dia sob forte calor do país sem folga e com tratamento degradante por parte das empresas contratantes. O governo do Catar nega as acusações.

 

Foto Destaque: Hassan al-Thawadi, secretário-geral do Comitê Supremo, responsável pela organização da Copa do Mundo. Reprodução/Karim Jaafar/AFP

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