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Gêmeos nascem de embriões que foram congelados há 30 anos e quebra recorde

Os bebês gêmeos, Lydia e Timothy, nasceram de embriões congelados há 30 anos atrás. Com três décadas congelados, os irmãos quebram recorde que anteriormente era de Molly, congelada por 27 anos.

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21 Nov 2022 - 18h50 | Atualizado em 21 Nov 2022 - 18h50

Lydia e Timothy Ridgeway vieram ao mundo no dia 31 de outubro, mas a notícia só foi revelada agora. Os irmãos gêmeos nasceram nos Estados Unidos a partir de embriões congelados há 30 anos e com menos de dois meses de vida, já são recordistas. 

Os embriões foram congelados em 22 de abril de 1992 e durante todo este tempo, até o ano de 2022, ficaram armazenados em canudos minúsculos mantidos em nitrogênio líquido a quase -200oC. 

Para que ocorresse o processo de descongelamento e nascimento dos bebês, três dos embriões foram transferidos para a mãe dos recém-nascidos, porém, apenas duas das três transferenciais foram fecundadas. Só 25% a 40% das transferências de embriões congelados são bem-sucedidas e resultam em um nascimento vivo. 

Mesmo congelados por três décadas, a ciência garante que independente do tempo em que os embriões ficarem congelados, isso não afeta a saúde dos bebês ao nascerem. 

Os irmãos já chegaram ao mundo quebrando recordes. Antes a recordista era Molly Gibson, nascida em 2020 de um embrião congelado por 27 anos. Seu embrião foi congelado em outubro de 1992 e permaneceu assim até fevereiro de 2020, quando o casal do Tennessee, Tina e Ben Gibson, a adotaram. 


Molly Gibson em 2020 quando nasceu quebrando recorde de sua irmã, Emma. (Foto:Reprodução/BBC News/Nacional Embryo Donation Center)


Em 2020, Molly quebrou o recorde estabelecido pela sua irmã mais velha, Emma, que nasceu em 2017. A dupla são irmãs genéticas, os dois embriões foram doados e congelados juntos em 1992. Agora, no ano de 2022, os gêmeos, Lydia e Timothy entram para o grupo de embriões que foram fecundadas depois de muitos anos e viram recordistas.

Tina e Ben, pais de Molly e Emma, lutou contra a infertilidade por quase cinco anos até tomarem conhecimento da National Embryo Donation Center (NEDC), uma instituição cristã sem fins lucrativos em Knoxville, que armazena embriões congelados que pacientes de fertilizações in vitro decidiram não usar e optaram por doar. Famílias como a Gibson podem adotar um dos embriões não utilizados e dar à luz a uma criança que não é geneticamente ligada a eles.

De acordo com o NEDC, a vida útil de embriões congelados é, em tese, infinita, então esse recorde pode vir a ser batido no futuro. O primeiro bebê nascido de um embrião congelado após a criação da fertilização in vitro foi em 1984, na Austrália.

Foto Destaque: Gêmeos recordistas, Lydia e Timothy Ridgeway. (Reprodução/CNN Brasil)

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