Grandes redes de farmácias nos Estados Unidos estão limitando a compra de contraceptivos de emergência em até três comprimidos por cliente. A informação foi passada à CNN Brasil por representantes das empresas.
A gerente sênior de comunicação externa da rede Rite Aid, Alicja Wojczyk afirma que foi devido o aumento da demanda que “neste momento estamos limitando a compra de pílulas contraceptivas plan B (trata-se da ‘pílula do dia seguinte’ nos EUA) em até três por cliente”.
Segundo informações da CNN Brasil, Matt Blanchette, gerente sênior de comunicação comercial da CVS Pharmacy, afirma que a empresa está limitando as compras para garantir que o acesso a contraceptivos de “amplo estoque” da CVS, como Plan B e Aftera, seja “igualitário e consistente ao estoque nas prateleiras das lojas”.
O limite de compra vem após a Suprema Corte dos EUA retirar o direito ao aborto. (Foto: Reprodução/Guia da Farmácia)
Tal limite vem após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado a decisão Roe v. Wade na última sexta-feira (24), que retira o direito constitucional federal ao aborto em todo o país e diversos estados se movimentaram de imediato para proibir o aborto.
Em resposta, o ACOG (Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas) afirmou: “Usar (contraceptivos de emergência) não causa aborto. Um aborto finaliza uma gravidez já existente. Esses medicamentos impedem que a gravidez aconteça. Eles devem ser usados logo após a relação sexual desprotegida para serem efetivos. Eles não funcionam caso a gestação já tenha sido iniciada”.
As “pílulas do dia seguinte” são contraceptivos de emergência e algumas podem ser facilmente encontradas no balcão das farmácias, enquanto que outras exigem uma receita médica. Já os DIUS (Dispositivos Intrauterinos) também têm a possibilidade de serem usados como contraceptivos de emergência caso sejam inseridos em até cinco dias depois da relação sexual.
De acordo com matéria da CNN, as mulheres norte-americanas enfrentam problemas de escassez de absorventes menstruais nas farmácias. Dados do Bloomberg mostram que os preços dos produtos tiveram um aumento significativo, um aumento de 10% relacionado ao ano passado.
Especialistas apontam que a falta pode ter relação à crise de suprimentos global, causando a escassez de matéria-prima, como o algodão e o plástico.
Foto Destaque: Contraceptivos de emergência. Reprodução/Gazeta do Povo.