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Exclusivo: Negra Li e Ferrugem cantam sobre fim de relacionamento em nova música de trabalho da cantora

"Outras cantoras já tiveram esse flerte com o pagode, e ele é mais um gênero que nós, cantoras negras, precisamos e podemos ocupar, aliás, podemos estar em todos os gêneros musicais", diz Negra Li.

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31 Ago 2021 - 17h19 | Atulizado em 31 Ago 2021 - 17h19

Após parcerias com Belo e Jeito Moleque, a cantora, compositora e atriz brasileira Negra Li, mais uma vez, se juntou ao pagode e lançou recentemente, desta vez em parceria com o cantor Ferrugem, o seu mais novo single Eu Preciso Ir”. O verso “Por me amar demais, eu preciso ir” já é um sucesso nas redes sociais. O amor-próprio é visto como um desafio, porém necessário. 

Com a melodia do R&B e o pagode, a letra conta a história de um encerramento de ciclo da cantora. Nesta nova fase de descobertas e liberdades, a artista trouxe para a canção suas vivências após o fim do seu casamento em 2019.

Na música, ela fala sobre a solidão que sentiu durante os 14 anos de casada, a falta de reciprocidade, a busca do autoconhecimento, e o principal, a liberdade conquistada através do amor próprio, se tornando uma inspiração para aqueles que vivem um relacionamento semelhante. 

Eu Preciso Ir” já está disponível em todas as plataformas digitais e o clipe da música no canal da cantora no YouTube. 


                                           

    Negra Li em cena do clipe (Foto: Reprodução/Instagram)


O Portal Lorena R7.com bateu um papo com a artista Negra Li, que contou um pouco sobre essa participação e o lançamento. Confira:

 

- Para começar, vamos falar um pouco dessa parceria entre você e o Ferrugem. Como foi trabalhar ao lado do cantor Ferrugem?

Foi incrível trabalhar com o Ferrugem, sempre fui fã da voz dele, sempre foi uma curiosidade minha saber como ficariam nossas vozes juntas, e ficou lindo, adorei trabalhar com ele e a colaboração dele deixou o resultado muito incrível.

 

- Vocês dois são de gêneros musicais diferentes e carregam também um público distintos. Como surgiu essa ideia para o feat?

Eu sempre gostei de gêneros diversos, já fiz um feat com o Belo, e na época vi o quanto a junção do R&B com o Pagode dá bons frutos. Agora, com o processo de composição do novo álbum, “Eu preciso ir” (nome de música) surgiu de uma maneira natural, e foi uma excelente maneira de resgatar essa junção que eu já havia feito na minha carreira, R&B e Pagode têm tudo a ver. A partir daí foi natural chegar ao nome do Ferrugem. Quando eu recebi as vozes dele tive certeza de que a música cresceu muito com a interpretação que ele deu.

 

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- Você é uma mulher bem diversa, que canta um pouco de tudo, do rap até o R&B. Por que juntar agora com o pagode?

Eu já juntei ao pagode outras vezes, em 2008 o Belo me convidou para um feat com a música “Não dá Mais Sem Você”, e foi uma parceria que deu muito certo e ficou em mim esse desejo de lançar outro pagode, e com “Eu preciso Ir” enxerguei o momento de um novo pagode mas dessa vez eu convidando um pagodeiro para dividir a canção.

 

- Como está sendo a receptividade do público com esta nova participação?

A receptividade está sendo incrível, estou muito feliz com a resposta do público, tenho recebido muitas mensagens de carinho de pessoas que se identificaram com a mensagem que a música passa.

 

- Existe algum lançamento, um projeto futuro que possa nos contar?

Ainda não posso adiantar muito sobre os próximos projetos, a única coisa que posso dizer é que terá outros feats. Estou muito empolgada com esse projeto, ainda estou trabalhando nele, com muita calma, carinho e dedicação, para entregar o melhor para o meu público

 

- Para finalizar, não temos muitas cantoras negras no pagode. Qual a importância desta participação para futuros lançamentos?

Olha, eu acredito que o nosso trabalho pode abrir portas para mais gente começar a se aproximar do universo do pagode. Outras cantoras já tiveram esse flerte com o pagode, e ele é mais um gênero que nós, cantoras negras, precisamos e podemos ocupar, aliás, podemos estar em todos os gêneros musicais. Ludmilla é um exemplo que passeia por gêneros diferentes, mas está ocupando cada vez mais espaço no Pagode, sendo um dos nomes mais expressivos do gênero atualmente. Ela tem feito um trabalho lindo, autêntico e com muita raiz ao mesmo tempo.

 

(Foto destaque: Negra Li e Ferrugem. Reprodução/Instagram)

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