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Estado de São Paulo terá o maior criadouro de cervos do mundo

O criadouro fica na cidade de Jaboticabal, teve início do planejamento após a união do Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos, da Unesp com o Centro de Conservação do cervo-do-pantanal.

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14 Nov 2022 - 18h50 | Atualizado em 14 Nov 2022 - 18h50

O estado de São Paulo passou a alojar o maior criadouro de cervos do mundo, após ter realizado a união entre o Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da Unesp com o Centro de Conservação do cervo-do-pantanal (CCCP). 

O criadouro fica localizado na cidade de Jaboticabal, interior paulista, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, e conta com cerca de 100 animais de nove espécies diferentes, permanecendo em uma área total de aproximadamente 550 mil m². Além disso, o local possui baias em áreas fechadas, piquetes em espaços abertos e um prado, que está cultivado com o intuito de proporcionar alimentação para os animais.


Cervo na natureza. (Foto: Reproduçao/Conger Design/Pixabay)


As instituições que entraram em parceria, esperam expandir as pesquisas que antes eram realizadas no Nupecce, que tem como finalidade o estudo da ecologia das espécies, abordagens de manejo de animais em cativeiro e o desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida.

“Técnicas para coleta de sêmen ou de inseminação artificial, por exemplo, que aplicamos muito bem em outros animais, ainda não foram completamente dominadas para os cervídeos. Aprimorar essas técnicas é algo importante, especialmente porque muitas espécies estão em risco de extinção”, comenta o docente José Maurício Barbanti, coordenador do Nupecce.

Eveline Zanetti, especialista em reprodução assistida e conservação de animais selvagens, também comenta sobre a união: “A fusão com o Nupecce nos dará acesso a um manejo aprimorado desses animais, permitindo, por exemplo, explorar uma estrutura mais apropriada para coleta e preservação de material genético.”

Eveline completa a fala, alegando que uma das complexidades da conservação em cativeiro de espécies selvagens para reintrodução à natureza é a gestão do material genético dos animais que estão confinados. A preocupação dos especialistas é para que não ocorra uma seleção genética de indivíduos “acostumados” com a vida no cativeiro, dificultando a adaptação dos seres à vida livre.

“Não adianta recuperar uma espécie se não houver a conscientização da comunidade para impedir que os animais sejam eventualmente caçados quando eles forem retornados à vida livre. Isso já aconteceu em outros países”, conclui a pesquisadora.

Foto Destaque: Cervo (Reprodução/Coisas da Roça).

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