Escoliose: o que é, principais sintomas e como tratar

Publicado 12 de Nov de 2020 às 15:41

A escoliose é originalmente uma palavra grega que significa “curvado”. Atualmente, é a palavra usada para descrever o tipo mais comum de curvatura espinhal vista frontalmente. A palavra Escoliose é simplesmente um termo descritivo, como dor de cabeça, e não um diagnóstico preciso. Para se definir o tipo e a gravidade dessa condição, a avaliação é necessária.

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De acordo com o artigo “A Escoliose e suas Formas de Tratamento”, quando ela se desenvolve, a coluna vertebral dobra-se lateralmente e gira ao longo de seu eixo vertical. Estas alterações têm efeitos estéticos e fisiológicos, com consequências a longo prazo, que podem resultar em problemas de saúde significativos na presença de escoliose grave, de alta curvatura.


Dicas de alongamento diário para coluna/escoliose (Foto:Reprodução/Pinterest)


Sinais e sintomas

Ela nem sempre é perceptível, tornando-se perceptível apenas quando a curva progride significativamente. Os sinais que podem indicar a patologia são: Ombros ou quadris (cintura) assimétricos, tronco inclinado para o lado (resultante do encurvamento da coluna lateralmente), clavícula proeminente e por fim, cansaço e dor nas costas após tempo prolongado em posição sentada ou de pé.

Tipos de Escoliose

Existem muitas causas de escoliose, como há muitas causas para dor de cabeça. É tarefa do seu ortopedista determinar qual tipo de escoliose você tem. Abaixo, temos os tipos mais comuns para ajudar a orientá-lo:

A curvatura pode localizar-se na parte inferior da coluna (escoliose lombar), na parte média da coluna (escoliose torácica) ou ir desde a parte inferior à superior (escoliose toracolombar). Em alguns casos, para além da curvatura primária, existe a escoliose dupla, que é normalmente adquirida como forma de compensação, e faz com que o conjunto apresente uma forma de S.


Tipos de curvaturas ocasionadas pela escoliose (Foto:Reprodução/Pinterest)


Classificação das curvaturas

Escoliose funcional ou postural, onde a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. A curva é geralmente leve e muda ou desaparece quando a pessoa se inclina para os lados ou para a frente. Além da escoliose estrutural, onde a curvatura é fixa e não desaparece quando a pessoa muda de posição.

Dentre os diferentes tipos de escoliose estrutural, estão a Escoliose Congênita, tipo de curva que se desenvolve por causa de vértebras congenitamente anormais. É frequentemente associada a anomalias congênitas em outros sistemas corporais, como o coração e rins. É necessária uma investigação detalhada das crianças que sofrem desse diagnóstico.

Escoliose Neuromuscular, uma grande variedade de doenças e distúrbios do sistema nervoso central (cérebro), nervos e músculos podem resultar no desenvolvimento de escoliose. Distrofia muscular é uma dessas condições. Escoliose Paralítica, termo aplicado à curvatura que se desenvolve com frequência quando há perda precoce da função da medula espinhal por doença ou desordem e particularmente lesão (tetraplegia e paraplegia).

Escoliose Lombar Degenerativa, resultado da degeneração assimétrica da coluna vertebral. Escoliose Idiopática, significa que a causa não é conhecida. Mais de 8 em cada 10 casos de escoliose, são idiopáticos. A escoliose idiopática é sem dúvida a mais frequente e pode ocorrer em qualquer fase da infância.

Portanto, não se sabe como ou porque ela se desenvolve. Não é devido à má postura, e estudos demonstram que o seu aparecimento não poderá ser evitado. É mais comum durante as fases de crescimento mais rápido, na adolescência, entre os 10 a 12 anos de idade para as meninas ou 11 a 16 para os meninos.

Como tratar

O tratamento varia de acordo com a situação de cada paciente. O aconselhável pelos ortopedistas, é que se inicie o tratamento com a escoliose precoce, ainda no início, onde as vantagens de reverter a situação ainda é maior. Dentre os tratamentos diversos existentes, estão: fisioterapia, moldagem, colete postural e em último caso, cirurgias com uso de hastes. Onde o uso de hastes é dividido em três tipos, tradicionais, de crescimento guiadas e magnéticos.

Cabe ressaltar que, a escoliose é uma das lesões de mais difícil tratamento. A variação no desenvolvimento e progressão de cada curva vertebral em cada idade faz desta afecção um tema complexo, que exige um cirurgião especializado em conhecimentos muito específicos, a fim de, poder oferecer a cada paciente o tratamento mais eficaz no momento ideal.

 

(Foto destaque: Escoliose: o que é, principais sintomas e como tratar. Reprodução/Portalgiro)

 

 

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