Saúde

Entenda as principais características do câncer de pele

Campanha Dezembro Laranja reforça a conscientização sobre os riscos da doença; conheça as dicas do especialista.

3 min de leitura
08 Dez 2022 - 16h15 | Atualizado em 08 Dez 2022 - 16h15

Um estudo que aponta uma estimativa dos tipos de câncer mais incidentes no Brasil nos próximos anos, publicado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), indica o câncer de pele não melanoma como o primeiro da lista, representando 31,3% do total de casos. Para reforçar a conscientização sobre a sua prevenção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou, em 2014, a campanha Dezembro Laranja, com o objetivo de orientar a população a manter hábitos adequados de proteção solar e a realizar regularmente visitas aos especialistas.

“O mês em que se inicia o verão no país é o ideal para a conscientização da população quanto à prevenção e à detecção precoce do câncer de pele. A importância desta campanha é de alertar, informar e conscientizar sobre os riscos dos tumores cutâneos. Dentre esses tumores, o mais importante é o melanoma que, apesar de ser menos frequente, é o mais agressivo com maior capacidade de ocasionar metástases e óbitos”, alerta Francisco Miguel, oncologista clínico do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica.

Segundo o especialista, o câncer de pele é uma doença que ocorre devido ao crescimento desordenado das células da pele. “Existem diferentes tipos de câncer de pele de acordo com as células e camadas da pele acometidas. Os tipos mais comuns são o Carcinoma basocelular (CBC), o Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma”, explica.

Como os demais tipos de câncer, o de pele é mais suscetível em determinados grupos de pessoas. Histórico familiar, indivíduos com pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, que ficam em exposição frequente ao sol sem proteção adequada ou prolongada e repetida na infância e adolescência são os mais vulneráveis à doença. Já os indivíduos de pele negra podem desenvolver com maior frequência o melanoma acral ou das extremidades, um subtipo do melanoma, e o mais grave de câncer da pele. Pacientes que realizam tratamentos com medicamentos imunossupressores podem estar mais vulneráveis a terem câncer de pele. A faixa etária também é um fator predominante para o desenvolvimento do câncer de pele. “A faixa mais comum ocorre após os 40 anos, mas com a maior exposição dos jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo”, reforça o oncologista.

Prevenção

A radiação solar tem efeito cumulativo na pele. Desta forma, a prevenção deve se iniciar com os bebês, evitando a exposição ao sol nos horários de risco, principalmente entre 10h e 16h, utilizar produtos específicos como, por exemplo, protetor solar indicado para cada faixa etária, que deve ser aplicado antes de se expor ao sol, após o mergulho ou transpiração. O fator de proteção deve ser maior que 30 e é importante usar filtro nos lábios também. Alguns acessórios também são recomendados como roupas, chapéus e tendas. Indivíduos que possuem tatuagens devem ter uma atenção maior, pois elas podem mascarar as lesões cutâneas.

Tratamentos

Os tratamentos são indicados de acordo com o estágio da doença e localização do tumor. Entre eles, o especialista destaca a cirurgia, sendo esse o mais indicado; a radioterapia, dependendo da localização do tumor; a quimioterapia, observando que estágio está a doença; e a imunoterapia, aplicada em alguns tipos de câncer de pele, se a doença estiver avançada ou em metástase. Referente ao tempo de tratamento, depende do estágio da doença, do tipo de câncer de pele e qual procedimento foi indicado.

Na Medicina Preventiva do Hapvida NotreDame Intermédica, o oncologista Francisco Miguel destaca também o bloqueio BRAF no tratamento do melanoma. “Em alguns casos, o paciente com melanoma tem mutações no gene BRAF, identificada por meio de biópsia, que faz com que as células do melanoma cresçam e se dividam rapidamente. Alguns medicamentos têm como alvo essas proteínas e as relacionadas, como as MEK. Se um paciente tem uma mutação BRAF ele precisará de terapia alvo, com um inibidor, medicamentos que reduzem ou retardam o crescimento de tumores metastáticos ou irressecáveis”, explica.

Após a realização dos procedimentos e a constatação da cura, os pacientes devem realizar o acompanhamento a cada 3 meses, podendo se estender para cada 6 meses ou até 12 meses. “Para exames de controle, podemos solicitar os de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou até PET CT oncológico. Normalmente, solicitamos também os exames laboratoriais de rotina para avaliar as funções bioquímicas, hepáticas, renais e hematológicas”, ressalta o oncologista.

No entanto, além do acompanhamento com especialistas, é importante que o paciente reforce a prevenção. “Após a constatação da cura, o paciente deve ter mais atenção na proteção, além de realizar o autoexame com frequência para detecção de novas lesões cutâneas”, finaliza o especialista.

Foto Destaque: Reprodução

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