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Empresas buscam pelo 'delivery verde'. Entenda:

Com o aumento no impacto ambiental, as empresas buscam pelo "delivery verde" para diminuir as entregas rápidas. Essa questão começou a ser discutida mais durante a pandemia

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09 Fev 2022 - 11h31 | Atualizado em 09 Fev 2022 - 11h31

Varejistas buscam o “delivery verde”, após algumas empresas prometerem a entrega do produto em algumas horas. Acontece que essa disputa entre as empresas acaba aumentando o impacto ambiental da logística por trás dos envios. Essa questão ambiental surgiu na Europa e agora está vindo para o Brasil.  

As entregas rápidas impactam o ambiente, porque para fazer um entrega de apenas algumas horas precisa mais veículos movidos a combustíveis fósseis, ou seja, emissores de carbono.  

A professora do Departamento de Engenharia de Produção da UFF, Carolina Angelo, diz que o varejo aumentou a entrega na parte financeira, mas não na parte ambiental. Carolina diz: “Isso eleva de forma considerável a emissão de poluentes atmosféricos Acredito que as empresas possam recorrer a estratégias associada à economia circular, como utilização de fontes renováveis de energia.” 


Centro de distribuição das Casas Bahia (Foto: Reprodução/Domingos Peixoto/Agência OGlobo)


Na Europa, após o levantamento ambiental, na hora da compra o consumidor vai ter a opção do “envio responsável”, onde ele será informado que a entrega será menos rápida para causar um impacto ambiental menor.  

O gerente sênior de Ambiente do Mercado Livre, Ariel Katz, diz que o envio rápido nas empresas nem sempre exclui fatores como a otimização dos transportes. “Uma logística eficiente significa o melhor aproveitamento de espaços e recursos que permitam o menor custo operacional para as empresas e o melhor preço e prazo para os usuários. O investimento que fazemos na nossa malha própria permite esse aproveitamento, gestão de tempo e capacidade. Uma logística rápida sem eficiência e otimização não é financeiramente e ambientalmente sustentável." 

Em uma pesquisa feita nos EUA do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 2018 os consumidores já estavam abertos à essa nova mudança. Na pesquisa feita, se as empresas mostrarem o impacto ambiental nas entregas rápidas, o consumidor estaria disposto em aceitar a espera de quatro dias a mais pelas compras.  

Como mostrado no estudo, essa questão não é nova, mas começou a ser mais discutida durante a pandemia. 

 

Foto Destaque: Entregas rápidas e impactos ambientais. Reprodução/Infoglobo

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