Empreender na Prática

Empreendedoras mudam a vida de mulheres e levam moda da favela para NY

Maria Nilde e Suéli Feio contam com detalhes como foi a trajetória do Costurando Sonhos, que já impactou mais de 600 mulheres de Paraisópolis, São Paulo.

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29 Set 2022 - 11h00 | Atualizado em 29 Set 2022 - 11h00

Após presenciar a agressão de um homem contar sua esposa e filho, em 2017, Maria Nilde e Suéli Feio começaram a discutir uma maneira de transformar a vida das mulheres de Paraisópolis, em São Paulo, através do empoderamento econômico e, consequentemente, tirá-las de situação de violência doméstica, considerando que muitas delas ficam conectadas aos seus companheiros por dependência financeira e falta de renda própria.

"Primeiro pensamos em promover um curso de culinária, pela proximidade de Paraisópolis com o Morumbi, um dos bairros mais ricos de São Paulo. Mas entendemos que as mulheres já cozinhavam em seus trabalhos e casas. Depois, pensamos em algo no universo da beleza, mas recuamos porque deixá-las mais bonitas também poderia gerar ciúmes e violência dos parceiros. Aí decidimos pela produção em moda, acreditando na transformação social. Assim, nasceu o programa de profissionalização Costurando Sonhos”, afirma Suéli em entrevista para a revista EXAME.  


Maria Nilde e Suéli Feio (Foto: Reprodução/Instagram)


Desde então foram mais de 600 mulheres capacitadas pelo programa, contando também com a ajuda do Sebrae para técnicas de empreendedorismo e desenvolvimento do próprio negócio. Ademais, o Costurando Sonhos conta com o auxílio do Instituto C&A, que ajuda a entender as tendências de moda, precificar e profissionalizar as mulheres.

Para a produção das peças, há alguns caminhos que podem ser seguidos. Um deles é através de doações de insumos das empresas, como por exemplo uma jaqueta criada a partir de uniformes de companhia de energia Enel e da empresa de aviação Azul. Outro modo é através da prestação de serviços para as companhias.


Maria Nilde e Suéli Feio (Foto: Reprodução/Instagram)


"Temos linhas de produtos corporativos como ecobags, uniformes e mais. Quando a empresa nos contrata conseguimos fazer outros investimentos", afirma Maria Nilde. Os produtos sempre são confeccionados a partir de materiais reutilizados, priorizando a economia circular, como apresentaram as empreendedoras em evento do Pacto Global Brasil, em Nova York.  

Foto destaque: Maria Nilde e Suéli Feio (Reprodução/Instagram).

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