Celebridades

Em um bate-papo, Ludmilla fala sobre religião, preconceito, drogas e amor

Durante uma conversa, a cantora Ludmilla debatou a legalização da maconha no Brasil, fala sobre célula religiosa e desabafa sobre a saída das redes sociais por alguns dias devido ao preconceito.

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10 Jan 2021 - 18h09 | Atulizado em 10 Jan 2021 - 18h09

Durante uma entrevista com o O Globo, a cantora Ludmilla debatou a legalização da maconha no Brasil, fala sobre célula religiosa e desabafa sobre a saída das redes sociais por alguns dias devido ao preconceito. Daqui a uma semana, estreia o The Voice +, que é para maiores de 60 anos e Ludmila vem como técnica. A cantora disse que não ficará em nada que não seja a voz dos participantes,

Nada mais será relevante”, afirmou ela. Ludmilla começou sua carreira usando o nome MC Beyoncé, e diz deixou-me levar por outros fatores. “É doloroso falar isso, mas fiz a primeira plástica no nariz, aos 18, para ser aceita. Conseguiam me ferir porque nem eu mesma me achava bonita”, lembra.

leia mais: Ludmilla é vitima de ataques racistas e desativa suas redes sociais

SAÍDA DAS REDES ANTES DO NATAL


Ludmilla com a família no natal. (Reprodução/Instagram)


Foi a gota d’água, sabe? (A cantora foi alvo de comentários racistas nas redes sociais e ficou ausente entre os dias 18 e 24 de dezembro). Costumo não me importar, mas imagina você apanhar todos os dias? Uma hora cansa. Dói! É difícil, sim, por isso, precisei desse tempo off-line. Organizei as ideias, me fortaleci e, principalmente, entendi que esse ódio gratuito não é meu e não vai me vencer. Sou ser humano e, às vezes, me sinto esgotada, mas me refaço. É o compromisso que tenho comigo e com o meu público. Comentários racistas me dão nojo. Parece que o mundo está evoluindo, mas ainda tem muita gente atrasada”, disse a cantora.

AMOR POR BRUNA

Ludmilla conta que ao assumir seu relacionamento pela Brunna perdeu algumas coisas por conta do preconceito da galera. “ser a gente mesmo não tem preço”.

RELIGIÃO

Não sou evangélica ou católica. Acredito em Jesus Cristo. Não estou generalizando, mas muitas igrejas acabam expulsando as pessoas por causa de roupas ou por quem elas escolheram amar. Minha célula (grupo de pessoas que se reúne para realizar atividades como o estudo da Bíblia, entoação de hinos ou cânticos e oração) é para essa gente que não se sente acolhida no templo, mas quer estar próxima de Deus. Todo mundo é bem-vindo, mas não permito celular ou que perturbem meus amigos famosos. São minhas regras”, explicou.

 LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

A cantora falou um pouco sobre essa opinião e diz que já passou da hora do assunto estar em pauta no Brasil. Disse que o assunto precisa sim, ser conversado e abordado com cuidado e atenção.

 

(Foto principal: Ludmilla posando para ensaio fotográfico. Reprodução/Instagram)

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