Bem Estar

Dra. Roberta Castro destaca os possíveis fatores que causam cólicas em bebês

A pediatra apresenta dicas de como identificar se o bebê está com cólica e quais são os procedimentos mais adequados para aliviar esse desconforto do bebê.

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27 Out 2021 - 16h00 | Atualizado em 27 Out 2021 - 16h00

A cólica é um desconforto bem presente na vida dos bebês, responsável por tirar o sono de muitos deles. Além disso, os pais também ficam desconfortáveis ao presenciarem o momento de dor de seus filhos, e começam a buscar diferentes maneiras de aliviar o incômodo.

A médica pediatra Dra. Roberta Esteves Vieira de Castro explica que as causas das cólicas são desconhecidas, mas existem alguns fatores que podem contribuir com a manifestação do desconforto. “O primeiro deles é que o sistema nervoso do bebê ainda é muito imaturo e não está completamente formado”, aponta.

Em alguns casos, a cólica pode ser originária de um fator relacionado ao ambiente familiar estressante. “O bebê sente quando os pais estão ansiosos. Mas também precisamos oferecer apoio a esses pais, pois o período de cuidados com o bebê também é muito difícil”, destaca a Dra. Roberta.

Outro fator apontado pela Dra. Roberta é a amamentação exagerada, que pode originar gases que, por consequência, causam cólica. “É importante que os pais aprendam a reconhecer quando seu bebê está satisfeito e já está na hora de parar de mamar. Algumas famílias acabam achando que seu bebê ainda está com fome e dão não apenas o leite materno, mas introduzem fórmulas com mamadeiras com bastante volume e o bebê acaba mamando muito e ficando com a barriguinha muito cheia”.

A pediatra adverte que o choro é a única forma de comunicação que o bebê possui e nem sempre ele representa cólica. “O que pode indicar cólica são os choros intensos que não amenizam com nada que os pais façam”, alerta Dra. Roberta.

Segundo a Dra. Roberta, a cólica se manifesta normalmente nos primeiros 15 dias de vida do bebê, com pico nas primeiras quatro a seis semanas de vida. “Em alguns bebês, a cólica pode se prolongar até os cinco meses de idade. Em alguns casos específicos, até os seis meses de vida”, calcula.

De acordo com a pediatra, o primeiro passo é identificar se a razão do choro não provém de outras causas, como fralda suja, variações de temperatura (frio ou calor), fome ou outros incômodos. “Se o choro for incontrolável, então existe a probabilidade de ser cólica”, ressalta Dra. Roberta.

Para aliviar a cólica, a Dra. Roberta recomenda que a mãe busque maneiras de fazer o bebê se sentir acolhido. Uma das dicas, é pegar a criança no colo. “O importante é fazer o contato, para isso, a mãe pode ficar sem a roupa e o bebê também, pois ao sentir o contato de sua pele sensível com a da mãe, o bebê se sentirá mais calmo”, aconselha.

Outras medidas para confortar a cólica são: banho morno, evitar locais com muito barulhos ou aglomerações, saber identificar quando o bebê já está satisfeito e não quer mais mamar e garantir que o bebê tenha uma rotina, incluindo os cochilos do dia. “É importante que seja um ambiente tranquilo, que pode ser favorecido por uma música suave”, recomenda.

No entanto, mesmo quando essas medidas não amenizam a dor ou se surgirem outros sintomas, como febre, o bebê deve ser avaliado pelo pediatra.



Dra. Roberta Esteves Vieira de Castro

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