Bem Estar

Dormir pouco aumenta risco de insônia segundo estudo

Evite fazer uso de telas iluminadas na cama como, celular, televisão, notebooks e jogos portáteis - pois desregula hormônio responsável por regular o sono.

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20 Fev 2022 - 14h20 | Atualizado em 20 Fev 2022 - 14h20

Segundo pesquisa publicada na ultimo quinta-feira, dia 17 de fevereiro, na revista Pediatrics, crianças e adolescentes que dormem poucas horas por dias têm mais chances de desenvolverem insônia quando adultos. Conforme o resultado, crianças de 9 anos de idade que dorme pouco tem duas vezes mais a chance de ter dificuldade de dormir; e adolescentes com 16 anos tem cinco vezes mais chances de ter a condição no futuro.

O estudo analisou exames de sono de 502 crianças com 9 anos de idade durante sete anos. Depois adolescentes com 16 anos e quinze anos após, já como adultos. Essa é a primeira pesquisa em longo prazo realizada, conseguindo traçar a trajetória de desenvolvimento da infância à vida adulta com o surgimento dos sintomas do distúrbio.

A primeira bateria de exames laboratoriais, entre 2000 e 2005, e a segunda entre 2010 e 2013, os cientistas monitoraram o sono em ambiente escuro, das 21h às 23h, e em ambiente claro, das 6h às 8h. E a terceira aconteceu entre 2018 e 2021 com os participantes adultos relatando que dormiam entre 3 a 11 horas diárias. Foram avaliados ondas cerebrais, frequência cardíaca, movimentos dos olhos e das pernas e nível de oxigênio no sangue.


Evite ingerir qualquer tipo de estimulante antes de dormir. (Foto: Reprodução/ Harry Cunningham / Unsplash)


De acordo com psicólogo clínico Júlio Fernandez-Mendoza, principal autor do estudo, "(...) com base em estudos anteriores nossos e de outros, não esperávamos que os sintomas de insônia persistissem em cerca de 40% dessas crianças de aproximadamente 9 anos de idade até a idade adulta jovem", disse à CNN.

Para o médico pediátrico de medicina do sono Robin Lloyd o estudo é pertinente pois aborda a necessidade de buscar alternativas de tratamento para uma disfunção que não é apenas física, mas também influencia a saúde mental. "Tem uma relação bidirecional, em que as pessoas que têm mais problemas de saúde mental tendem a ter mais problemas de sono; pessoas que têm mais problemas de sono tendem a ter mais problemas de saúde mental", destaca.

COMO PREVENIR A INSÔNIA

A principal dica é dormir as horas necessárias para sua idade:

Bebês Recém-nascidos: 14 a 17 horas

Crianças pequenas: 11 a 14 horas;

Crianças de 3 a 5 anos: 10 a 13 horas;

Crianças de 6 a13 anos: 9 a 11 horas;

Adolescentes de 14 a 17 anos: 8 a 10 horas;

Adultos entre 26 a 64 anos: 7 a 9 horas;

Idosos (65 +): 7 a 8 horas;

Evite estimulantes, como chás, café e enérgicos; e tirar cochilos durante o dia porque isso reduzir a qualidade do sono noturno. Outra dica é não fazer uso de telas iluminadas na cama: celulares, televisão, notebooks e jogos portáteis - pois interfere na liberação de melatonina, hormônio responsável por regular o sono.

 

Foto Destaque: Crianças e adolescente não estão isentas do distúrbio. Reprodução/ Istock

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