Saúde

‘Doença do tatu’: conheça as causas, os sintomas e os riscos da paracoccidioidomicose

A “doença do tatu” é uma infecção causada por um fungo que vive no continente americano e, na maioria das vezes, afeta homens que trabalham ao ar livre em áreas rurais. Entenda como reconhecer os sintomas e evitar a contaminação.

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25 Ago 2022 - 15h24 | Atualizado em 25 Ago 2022 - 15h24

A “doença do tatu”, também conhecida como paracoccidioidomicose (PCM), é uma doença tropical infecciosa crônica causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis. A infecção inicial geralmente ocorre nos pulmões, mas também pode se espalhar para a pele, membranas mucosas e outras partes do corpo.

As células especializadas que revestem as paredes dos vasos sanguíneos e linfáticos e eliminam os resíduos celulares (sistema reticuloendotelial) também podem ser afetadas pela paracoccidioidomicose. Se o paciente não receber tratamento, podem ocorrer complicações fatais. A maioria dos casos dessa doença ocorre nas Américas do Sul e Central.

Mais de 15.000 casos de paracoccidioidomicose foram registrados desde 1930. Muitos mais casos provavelmente ocorrem, no entanto, porque a doença é pouco reconhecida. Cerca de 80% dos casos registrados ocorreram no Brasil, o último deles sendo registrado na cidade de Simões, no Piauí.

Após ficar internado por vários dias, um rapaz de 16 anos morreu no sábado (20). Além dele, outras duas pessoas estão internadas por conta da doença e autoridades de saúde da região estão preocupadas com o avanço da infecção. A partir disso, a conscientização a respeito das formas de contaminação está sendo incentivada.

A Secretaria de Saúde de Simões declarou em comunicado divulgado nesta quinta-feira que “a associação com o animal acontece porque o homem ao caçar tatus entra em contato com os buracos nos quais o solo se encontra contaminado pelo fungo”. Apesar disso, a doença não é transmitida da forma humano-humana, nem por animais.


Lesões aparecem na paracoccidioidomicose mucocutânea. (Foto/Reprodução/ELSV)


Os sintomas da paracoccidioidomicose pulmonar, na qual os pulmões são afetados, podem incluir tosse, dificuldade em respirar (dispneia), fadiga e/ou dor torácica. Adultos com essa forma do problema também podem ter alterações fibrosas e degenerativas nos pulmões que causam a perda progressiva da função pulmonar (enfisema).

Em algumas pessoas, esses sintomas progridem para uma condição conhecida como “cor pulmonale”. A doença cardíaca ocorre nessa condição devido à pressão arterial anormalmente alta dentro dos vasos que afastam o sangue dos pulmões e em direção ao coração.

Na paracoccidioidomicose mucocutânea, úlceras (lesões granulomatosas) aparecem nas membranas mucosas, especialmente as da boca e do nariz. Quando a infecção afeta o sistema linfático, o inchaço generalizado dos gânglios linfáticos (linfadenopatia) pode ocorrer em muitas áreas do corpo, especialmente no pescoço e na área das axilas (axila). Os linfonodos infectados podem se tornar dolorosos e produzir supuração (pus).

Na paracoccidioidomicose visceral, outros órgãos do corpo também podem estar infectados, incluindo o fígado, baço e/ou intestinos. As glândulas supra-renais podem ser particularmente suscetíveis a essa infecção. O envolvimento adrenal crônico pode causar níveis anormalmente baixos de hormônios adrenais.

Os profissionais de saúde avaliam os sintomas do paciente, bem como exames laboratoriais e exames de imagem, como raios-x de tórax, a fim de diagnosticar a paracoccidioidomicose. Muitas vezes, será realizada uma biopsia, que é a análise de uma pequena amostra da parte do corpo afetada. A amostra é enviada para um laboratório para uma cultura fúngica ou para ser examinada ao microscópio. Um exame de sangue também pode ajudar a diagnosticar a infecção.

Os medicamentos antifúngicos são os remédios mais eficazes para paracoccidioidomicose. Entre eles estão o itraconazol, o cetoconazol e o fluconazol. Formas alternativas podem ser administradas em pacientes com doença grave e que não podem ingerir outros medicamentos. Algumas delas suprimem os sintomas e interrompem o progresso da doença, mas não eliminam o fungo do corpo.

Foto destaque: Apesar de estar no nome da doença, o tatu não é o responsável pela transmissão do fungo. (Reprodução/INFE)

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